Opinião: A teia do bem

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João Armando Gonçalves

A 5 de Dezembro celebra-se o Dia Internacional do Voluntário. Recordam-se neste dia os milhões de pessoas de todas as idades, que decidem ir para além das suas obrigações familiares ou profissionais, dando um pouco mais de si aos outros e ao mundo. Fazem-no desinteressadamente, ainda que muito depressa se apercebam do valor que essa atividade tem também para si próprio/a em termos de socialização, aumento da auto-estima, maior ligação à comunidade, aquisição de conhecimentos e competências, estabilidade emocional ou bem-estar físico e mental.

Em Portugal, calculam-se que sejam mais de 1 milhão as pessoas que praticam o voluntariado de modo pontual ou contínuo, informal ou formal, através de organizações como associações culturais e desportivas, corporações de bombeiros, grupos religiosos, organizações não-governamentais, clubes de escola ou universitários, escuteiros, misericórdias, clubes de serviço e outros. Uma verdadeira teia de individuos e organizações que desempenham um papel insubstituível na sociedade portuguesa. Porque o Estado não pode fazer tudo (e seria bom que assumisse isso).

Para quem gosta de números, pode-se dizer que estudos revelam que as ações de voluntariado correspondem a cerca de 1% do PIB em Portugal. Mas quem acompanha o voluntariado de perto sabe que o seu valor vai muito para além disso. Continuemos pois a promover e celebrar os que “dão um pouco mais do que têm”.

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