Autarquia da Figueira da Foz pretende demolir Edifício O Trabalho para cortar o mal pela raiz

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Foto: J.A.

 

Na Câmara da Figueira da Foz há a convicção de que poderá haver em breve um acordo com o fundo norte-americano Apollo, que adquiriu a seguradora Açoreana, a quem pertence o Edifício O Trabalho.

 

Todavia, este ainda não é o momento para euforias, já que se adivinham negociações sensíveis, daí o executivo camarário estar a tratar o assunto com pinças.

Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, responsáveis da câmara reuniram-se com os cerca de 10 proprietários de espaços comerciais instalados no imóvel, a pedido dos primeiros, tendo em vista uma tomada de posição conjunta perante os donos do Edifício O Trabalho. Do encontro entre as partes interessadas numa solução, porém, não saiu fumo branco – os donos das lojas ficaram de refletir sobre o assunto.

A solução que mais agrada ao executivo camarário passa por demolir o imóvel, estando recetivo para assumir o pagamento da indemnização aos comerciantes e os custos da demolição.

 

Daniel Santos, ex-vereador da Câmara da Figueira da Foz, engenheiro civil, avaliador de imóveis e especialista em urbanismo e ordenamento do território, lembra que  “as iniciativas para ser encontrada uma solução começaram a ser tomadas ainda no mandato de Santana Lopes (1997 – 2001). Já na altura estava em degradação. Entretanto, nada aconteceu”, frisou.

Nos dois mandatos seguintes, com Duarte Silva na presidência da câmara, o Edifício O Trabalho também entrou na agenda, mas, mais uma vez, sem resultados. Daniel Santos realçou o papel mais proativo dos executivos do atual presidente, João Ataíde.

“Na minha opinião, aquele edifício nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projeta nos outros edifício”, sustentou Daniel Santos.

 

 

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