Aeroporto de Coimbra provoca clivagens na “família” socialista

Os deputados da Assembleia Intermunicipal da CIM Região de Coimbra (RC) reuniram-se ontem, pela primeira vez, neste mandato. O objetivo era a instalação dos eleitos e a votação do orçamento para 2018. No entanto, o debate ficou marcado pela discussão sobre o futuro Aeroporto Internacional de Coimbra, anunciado por Manuel Machado no período de campanha eleitoral.
A reconversão do aeródromo Municipal Bissaya Barreto motivou várias questões dos deputados da assembleia da CIM. Os dirigentes do PSD, principalmente estes, questionaram o presidente do Conselho Intermunicipal, João Ataíde, sobre a opção da Câmara de Coimbra e as implicações que esta terá em toda a região administrada pela CIM.
O autarca da Figueira da Foz reiterou a preferência pela abertura da Base da Aérea de Monte Real ao trafego civil e garantiu ter sido apanhado de surpresa quando Manuel Machado fez o anúncio, ao lado do primeiro-ministro António Costa.
Neste contexto, os deputados da “oposição” procuraram tirar partido da clivagem entre os líderes camarários de Coimbra e Figueira da Foz, que, nesta matéria, claramente, não estão “alinhados”.
José Manuel Ferreira da Silva, líder da bancada do PS na Assembleia Municipal de Coimbra, e Nuno Freitas, membro do mesmo órgão e líder concelhio do PSD, estiveram no centro do debate.
O responsável social-democrata questionou a posição de João Ataíde, que assegurou não estar “minimamente comprometido” pela opção do aeródromo de Cernache. Em resposta, o socialista Ferreira da Silva, companheiro de partido de Ataíde, afirmou que, “se o projeto do aeroporto de Coimbra falhar” o autarca da Figueira “terá responsabilidades neste fracasso”.

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One Comment

  1. Henrique Costa says:

    Nota, acho Manuel Machado o pior presidente de sempre e raramente estou alinhado com o PS mas não posso deixar de criticar fortemente o PSD e a CIM e apoiar o presidente! Dizem que Monte Real vai ficar mais barato. Em primeiro não me parece claro que assim seja. O mais caro serão os edifícios e equipamento e este falta em ambos. Sem acessibilidades Monte Real será mais um Beja II, logo qualquer dinheiro será sempre um desperdício, por mais barato que fique. Acima de tudo o Aeroporto das Beiras tem de ficar onde haverá mais tráfego local para sustentar a sua viabilidade. Coimbra é a melhor opção e mesmo essa só em bicos de pés será viável. No entanto tem de ser feito se quisermos que a região centro tenha alguma viabilidade no futuro!!!

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