Opinião: Celebração

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                         Teotónio Cavaco

Haverá certamente muito poucos anos tão dados a grandes celebrações como o 17. Este ano, muito poucos de nós não nos regozijaremos gostosamente, seja porque em 1517 na Alemanha Martinho Lutero deu início à Reforma Protestante, ou porque em 1717 Antony Sayer fundou a Grande Loja Maçónica de Londres e Westminster, na Inglaterra, ou porque na Cova da Iria em 1917 algo aconteceu (apenas oficialmente aceite como um milagre pela Igreja Católica Romana em 1930), ou ainda porque no mesmo ano, a partir de Petrogrado, primeiro em março o povo derrubou a autocracia do Czar Nicolau II, e finalmente em outubro o minoritário Partido Bolchevique, de Lenine, derrubou o Governo Provisório apoiado pelos partidos moderados e impôs um governo comunista.
Outros talvez se prestem mais a lembrar 1817, por Gomes Freire de Andrade ter sido preso e depois morto aviltantemente, acusado de implicação nunca provada contra a monarquia, o que conduziria o país à Revolução de 1820 liderada a partir do Porto pelo nosso Manuel Fernandes Tomás.
Valorizando sobretudo uma ou sendo sensível a várias das datas, o essencial é percebermos que a ousadia e que o impulso para a transformação e para a mudança exigem de alguns rasgo e génio, trazem para esses imediata perseguição e choro, mas têm profundas incidências sobre a existência e sobre o futuro de muitos, a prazo. E depois há os que só vivem para ganhar a próxima eleição…

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