Opinião: Política com futuro

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Rui Lopes Rodrigues

Tenho para mim, que Pedro Passos Coelho foi dos melhores Primeiros Ministros que Portugal teve. Dirigiu o país numa das piores crises de sempre. Tomou duas decisões muito corajosas que só os grandes Estadistas conseguem. Disse “não” a Ricardo Salgado e, a bem do País, manteve a estabilidade governativa quando alguém se demitiu de forma irrevogável.

Passos Coelho é um grande Estadista. Goste-se ou não. No PPD/PSD foi desde a juventude conotado com uma ala mais à esquerda ou no mínimo mais centro-esquerda. No entanto, enquanto primeiro ministro, seguiu politicas mais liberais. Acredito que o contexto económico em que o país estava a isso o obrigou, sabendo compreender a economia atual. E não sejamos excessivamente românticos com a ala esquerdista do PPD/PSD. O PPD/PSD não é de esquerda. o PPD/PSD é um Partido da Social Democracia, com as suas vertentes sociais, reformistas e liberais.

Passos Coelho surgiu num momento difícil, em que a politica para ser feita com valores, teve de olhar muito mais à economia do que às pessoas. É difícil aceitar a dureza dos números, mas é necessário. Daí a minha convicção de Pedro Passos Coelho ter sido um dos melhores primeiros ministros que o País teve.

Mas como tudo na política, é preciso avançar e o PPD/PSD inicia agora a discussão sobre quem irá suceder a Passos Coelho. Então que se discuta também as politicas que o PPD/PSD pretende fazer seguir para o País. Com o devido respeito, não é muito importante saber quem vai liderar o Partido. Nem é tempo de avaliar o líder pela sua imagem ou pela sua idade. É tempo, sim, de avaliar as politicas que se pretende que o PPD/PSD defenda para o País. Nos próximos tempos, discutir a liderança do PPD/PSD, deverá ser discutir o que queremos para o futuro.

Do meu ponto de vista, é importante um PPD/PSD unido em torno de uma Social Democracia Reformista e Europeia, que consiga mostrar aos portugueses que é possível existir desenvolvimento sem endividamento. Um PPD/PSD capaz de abordar temas difíceis como a necessidade de reformar os Sistemas de Saúde e da Segurança Social. Um PPD/PSD forte e veemente na oposição à ação do governo socialista, bloquista e comunista.

Um PPD/PSD que não limite a sua oposição aos temas “Pedrogão” e “Tancos”. É importante um PPD/PSD mais próximo das causas sociais, que viva as causas que defende, mas dentro de uma economia moderna, dinamizadora e liberal. O PPD/PSD tem de (re)projetar um Partido que faça politica com as pessoas e que um dia saiba apresentar um governo que acrescente mais ao País.

É um PPD/PSD que valorize a liberdade do indivíduo e não o poder igualitário do Estado, que defendo. Um PPD/PSD do futuro, que não semeie esperanças vãs, pois as condições que encontrará exigir-nos-á sacrifícios, mas em contrapartida, um PPD/PSD que não engane os portugueses. Os sacrifícios que pedir, que sejam o mínimo exigível para o estabelecimento das bases realistas do desenvolvimento e do progresso.

Em suma e na esteira de Carlos da Mota Pinto, que o PPD/PSD saiba transmitir aos portugueses que “os problemas são muitos, os sacrifícios são grandes mas a esperança é maior”.

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