Oliveira do Hospital está de luto mas promete renascer

Dez dias depois da pior noite de que há memória em toda a história do concelho, Oliveira do Hospital reuniu-se, ontem, em peso, na Casa da Cultura, para dar posse aos novos órgãos municipais.
O “clima” de luto e tristeza marcou a cerimónia, onde, durante quase duas horas, o discurso político não foi o protagonista. Entre os presentes e os eleitos, a tragédia que se abateu no concelho no passado dia 15 foi o denominador comum de todas as conversas e intervenções.
O concelho mais “castigado” pelas chamas que destruíram boa parte do país está, ainda, – é indesmentível o sentimento de perda e dor que se “respira” por toda a cidade – mas, garante José Carlos Alexandrino, “Oliveira do Hospital vai renascer das cinzas”.
O processo de reconstrução vai exigir um “enorme esforço coletivo em que os interesses do concelho se têm de sobrepor aos interesses partidários e políticos”, e obrigará a um “reajustamento” das medidas do programa eleitoral apresentado pelo PS. “As pessoas e as famílias afetadas pelos incêndios vão estar no topo das nossas prioridades”, afirmou o autarca local, destacando “o tempo recorde” em que o Município conseguiu restabelecer as redes de água e rodoviária dois dias após os incêndios.
“Temos de dar as mãos e deitar os interesses partidários para o caixote”, alertou José Carlos Alexandrino, dirigindo-se aos dirigentes políticos presentes no auditório.

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