Opinião: Viva a Escola!

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Teotónio Cavaco

As tendências emergentes sobre políticas de modernização dos sistemas de Educação e de Formação nos países ocidentais, nomeadamente na Europa dos 28, permitem perceber uma nova visão – porque o enorme aumento de informação em todas as disciplinas do conhecimento levou a uma especialização cada vez mais necessária, o que inviabiliza progressivamente a lógica “enciclopédica” do saber; também porque ninguém pode já considerar suficientes, face a um mundo em constante e rápida mudança, os conhecimentos adquiridos na “escola toda”; finalmente porque, e de acordo com Jacques Delors ( 2005 ), é exigida à Educação e à Formação que todos, “sem exceção, façam frutificar os seus talentos e potencialidades criativas, o que implica, por parte de cada um, a capacidade de se responsabilizar pela realização do seu projeto pessoal”.
A Escola deve ser transmissora do gosto e do prazer na aprendizagem e da dinamização da capacidade de aprender a aprender, bem como criar atividades que estimulem a curiosidade intelectual dos cidadãos do futuro, para que estejam aptos a utilizar corretamente as suas potencialidades fruto de uma educação e formação básicas de qualidade, cabendo ao professor/formador transmitir ao aluno/formando “o que a Humanidade aprendeu já acerca de si mesma e da natureza, tudo o que ela criou e inventou de essencial”.
A Escola ensina a vivermos juntos, a conhecer, a fazer e a ser – agora que as aulas recomeçaram, saibamos valorizar este bem precioso.

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