Leonor Barbosa de Melo vive no palco a sua paixão pela música

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Foi nos “Heróis da Música”, com o maestro Virgílio Caseiro, que a pequena Leonor descobriu a paixão que haveria de crescer consigo e de lhe moldar a vida. A música, a que começou por se dedicar no Conservatório de Música de Coimbra – canto e violino –, haveria de, um pouco mais tarde, levar a melhor ao Direito, quando Leonor Barbosa de Melo já se encontrava no terceiro ano do curso, na Universidade de Coimbra.

“Quando percebi que estava a acabar o conservatório e me encontrava próxima de deixar a música, alguma coisa mexeu comigo e percebi que a música era o meu caminho, aquele que eu queria seguir”, reconhece. Foi o que fez. E, garante, não se arrepende. Seguiu-se a licenciatura e o mestrado, na Escola das Artes da Universidade Católica, que terminou em 2015, com uma média de 19 valores.

Entretanto, “sempre que possível”, foi para fora, por ser “extraordinariamente importante esta vertente universal da música”. Passou pela Áustria, Alemanha, Suíça, Espanha, Inglaterra. Sobre aqueles que são momentos fundamentais, não hesita: a masterclass com Monserrat Caballé, onde conheceu e cantou com uma das grandes cantoras líricas de sempre. Mas também uma masterclass de verão, onde conheceu Rudolf Piernay, de quem depois foi aluna durante anos e que a fez “redescobrir” aquela que é a sua “verdadeira voz”. Ou a participação na Berlin Opera Academy, em Berlim, em julho último, onde trabalhou “com músicos de excelência” e “abriu portas” que podem conduzir a carreira da jovem soprano de Coimbra aos palcos do mundo com que sonha desde sempre.

Nesta sequência, reconhece, “um momento importante” foi a entrada no coro da Casa da Música, no Porto, apesar da carreira de soprano dramático com que sonha e para a qual luta, cantando a solo com orquestras e ganhando experiência em algumas produções académicas de ópera. “Eu sempre gostei muito de estar no palco, de fazer música e de teatro”, o que, claro, leva diretamente à ópera. Que agora, a viver com o marido em Berlim, ganha a amplidão do mundo para se concretizar.

Mas esta quinta-feira, em Coimbra, o sonho a concretizar é outro: na sua terra, entre amigos e na casa que a viu crescer para a música, apresentará parte do conjunto de 23 canções de Manuel Faria (1916-1983) – padre e compositor, autor da ópera o “Auto de Coimbra” –, que estudou, editou [para a dissertação de mestrado] e conduziu ao concerto que, às 21H30, apresentará no Conservatório de Música de Coimbra, acompanhada ao piano por Pedro Oliveira Lopes. E que, claro, recomenda a todos os melómanos e não só por se tratar da primeira audição de algumas destas canções. O concerto – com o apoio da Fundação Manuel Faria – tem ingressos entre cinco e oito euros.

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