Desfibrilhadores chegam às escolas de Santo António dos Olivais

Professores testam equipamento

“Estou? Sou professor e estou com um aluno de 14 anos que não respira. Estou habilitado a trabalhar com DAE – Desfibrilhador Automático Externo”. Podia ser uma chamada real para o 112, mas fez parte da formação dada ontem pela delegação de Coimbra da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) a docentes e funcionários da Escola Martim de Freitas, que recebeu os primeiros dois de cinco desfibrilhadores atribuidos a estabelecimentos de ensino da freguesia de Santo António dos Olivais.
Até ao final do mês, os restantes equipamentos vão ser instalados nos agrupamentos Eugénio de Castro e Coimbra Sul. A entrega dos aparelhos faz parte do projeto “Cardio +”, apresentado ao Orçamento Participativo da Junta de Freguesia (JF) de Santo António dos Olivais que o apadrinhou e financiou.

“Vamos inicar o ano letivo com condições de segurança reforçadas e em articulação com as instituições de saúde”, afirmou Alberto Barreira, diretor do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, que serve 1.600 alunos. O responsável adianta que a instalação de DAE vem responder “a uma preocupação da escola”, onde já se registaram “situações com alguma gravidade”, na maioria, envolvendo adultos.

O agrupamento vai ter 12 utilizadores de DAE preparados para seguir os passos necessários numa situação de emergência. O objetivo é prestar um auxílio mais rápido a vítimas de paragens cardiorrespiratórias, e para além de colocar os aparelhos, a Cruz Vermelha de Coimbra está a dar formação. “É fundamental, não só como professor mas como cidadão estar habilitado a prestar os primeiros socorros”, afirma Rui Silva, docente de Educação Física. Também o seu colega, Miguel Santos, garante que se sente “mais tranquilo” sabendo que a escola tem DAE e quem o saiba utilizar.

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