“Com dificuldades temos conseguido honrar todos os compromissos”

FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Alguma vez lhe passou pela cabeça ser presidente da Académica?

Sinceramente já me tinham passado muitas coisas pela cabeça. Dentro da Académica sempre me passou tudo, desde jogar, ser diretor… Nunca pensei que fosse nesta fase da minha vida que pudesse estar próximo de ser presidente. Mas nunca diria que não iria ser presidente ou seja o que for dentro da Académica.
Aliás, eu não me conheço sem A Académica nem imagino a minha vida sem a Académica. Costumo dizer que nasci aqui. Faz parte da minha vida. Eu conhecia toda a gente há muitos anos.

O processo de demissão de Paulo Almeida, que levou à sua ascensão à presidência, ficou marcado por algumas críticas dos sócios. Acha que podia ter sido de outra forma?

Poder podia. Admitimos que qualquer pessoa veja a situação da forma que quer ver. Da nossa parte o que se passou foi muito simples: a Académica tinha uma direção eleita, o Dr. Paulo Almeida, por motivos pessoais, como ele sempre o disse, demitiu-se, mas o resto da direção sempre achou que o seu trabalho não estava esgotado e que não se esgotaria por aí. Todos somos pessoas com passado ligado à Académica e entrámos aqui com um espírito de missão.
A partir do momento em que o engenheiro João Vasco Ribeiro nos chamou e nos indicou que queria que esta direção se mantivesse, nem nunca se questionou que esta direção não continuasse. Nós, com naturalidade e após alguma reflexão, e também porque sentimos o apoio da maior parte dos associados – e todas as mensagens que recebi foram de apoio, inclusive da lista concorrente da nossa para o Conselho Académico –, não podíamos dizer que não. E não podíamos virar as costas a quem nos apoiava e nos continua a apoiar e a quem espera de nós a mesma transparência como aquela em que entrámos aqui no primeiro dia.

Que balanço faz destes meses como presidente?

O balanço tem de ser positivo. A Académica encontra-se numa situação muito delicada financeiramente, conseguimos, com muito esforço e trabalho, fazer com que tivesse uma equipa competitiva e se pudesse assumir como candidata à subida. Fizemos uma equipa que, não tenho dúvidas, vai dar resposta dentro de campo e que mostrará que, de facto, é uma das mais fortes candidatas a subir de divisão.
A par disso, e não menos importante, porque sempre foi uma aposta desta direção, estamos numa fase que eu diria fulcral e cirúrgica para que a Académica passe a ser vista como uma academia de referência em termos de formação.
Com todas estas dificuldades financeiras estamos a recuperar a academia e a restruturá-la não apenas para receber jogos, mas também para que as condições dos treinadores e dos jogadores sejam cada vez melhores.

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