PJ apanha este ano mais do triplo dos incendiários do que em 2016

Foto de Luís Carregã

No ano passado, por esta altura, a Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ) tinha apanhado quatro incendiários. Este ano já foram detidos 13 e o número vai subir. A tendência é replicada a nível nacional, com a PJ a registar de quase meia centena de detidos (49) pelo crime de incêndio florestal, sendo que, em 2016, no mesmo período o número era de 21.

2017 tem sido um ano negro, não só em número de ocorrências (8.539, entre 1 de janeiro e 31 de julho), e em área ardida (128 mil hectares), mas sobretudo no que se refere à perda de vidas. Basta lembrar o incêndio de Pedrógão Grande, que deflagrou a 17 de junho, onde morreram 64 pessoas e outras 200 ficaram feridas.

Assim que há um incêndio, as autoridades vão para o terreno e começam a investigação. Muitas vezes, as primeiras horas são decisivas e permitem identificar comportamentos suspeitos ou alguém que demonstre particular fascínio pelas chamas. O primeiro objetivo é perceber se o fogo teve mão criminosa ou causas naturais. A PJ atua em articulação com as restantes forças policiais (GNR e PSP).

Os números fornecidos ao DIÁRIO AS BEIRAS pela Diretoria do Centro da Judiciária são claros e mostram uma atividade muito superior em relação a anos anteriores. “Há uma disparidade muito grande, o número de detidos é mais do dobro em relação ao ano passado e quando falamos de presos preventivos o número é cinco vezes superior”, afirma fonte ligada à investigação que descarta qualquer alteração de comportamento por parte das forças policiais.

Os investigadores preferem associar o número de detidos ao aumento de ocorrências e ao facto de os incêndios terem começado mais cedo este ano, o que fez com que as diligências para identificar os criminosos começassem também mais cedo.

Notícia completa na edição impressa de hoje

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