Festival das Artes sob o signo das “metamorfoses” também será solidário

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A magia que sabem fazer Adriana Calcanhotto, Luís de Matos, Irina Chistiakova e Mário Laginha – em quatro espetáculos especialmente concebidos para o anfiteatro ao ar livre da Quinta das Lágrimas – marcam a edição de 2017 do Festival das Artes, a decorrer em Coimbra, na semana de 15 a 23 de julho. Esta nona edição do Festival das Artes – a ostentar o “selo europeu de qualidade” – também será marcada pela solidariedade com as vítimas dos incêndios.

Na apresentação do IX Festival das Artes, na Quinta das Lágrimas, Cristina Castel-Branco fez questão de sublinhar a importância do apoio da Câmara Municipal de Coimbra, numa altura – há um ano, no lançamento da sua oitava edição –, em que se colocava a questão da sua continuidade. A este, a diretora do Festival das Artes somou os restantes apoios institucionais e de entidades e pessoas privadas, que, somados, permitem a continuidade de um evento distinguido com o selo “Remarkable Festival” para o biénio 2017 e 2018, pela European Festivals Association, que abrange 715 festivais, cerca de 50 portugueses, em 39 países diferentes.

Mas a responsável pelo festival promovido pela Fundação Inês de Castro – que elencou alguns dos momentos mais significativos em 10 dias de programação – sublinhou ainda a nota solidária que se assumiu para esta edição, recentes que são os acontecimentos trágicos nos incêndios na zona de Pedrógão Grande, no distrito vizinho de Leiria.

Assim, no concerto da pianista Irina Chistiakova, a 19 de julho, às 21H00, no Anfiteatro Colina de Camões, na Quinta das Lágrimas, metade da bilheteira irá reverter para o apoio às vítimas dos incêndios. Já no concerto da Orquestra Clássica do Centro, a 22 de julho, às 21H30, ainda na Colina de Camões, 300 bilhetes serão oferecidos pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC) a todos os que sofreram e sofrem com os incêndios, num momento de alegria e alguma redenção possíveis com a música, como depois também destacou Manuel Machado. O presidente da CMC fez ainda questão de deixar a “expressão pública do apreço” por um festival que, assumiu, “é muito importante para Coimbra”.

O público, de dentro e de fora da cidade, pode esperar 10 dias com eventos de qualidade em áreas como a música, as artes do palco, o cinema ou a gastronomia, a que se somam as atividades do serviço educativo dirigidas aos mais jovens públicos.

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