Traçado é importante mas autoestrada Coimbra-Viseu é sobretudo urgente

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O presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, disse hoje que é urgente a construção de uma autoestrada entre Coimbra e Viseu, independentemente do trajeto, mas considerou o traçado que prolonga a A13 o mais indicado.

“A ligação entre Coimbra e Viseu por autoestrada é essencial” e “urgente” (sem dispensar, de modo nenhum, a “requalificação, sobretudo em termos de segurança” da atual ligação, pelo IP 3, entre as duas cidades), sublinha Manuel Machado, que falava à agência Lusa ao final da tarde, depois de se ter reunido com responsáveis e técnicos da Infraestruturas de Portugal (IP).

No encontro, na Câmara de Coimbra, com a presença, além do autarca, do presidente da IP, António Rodrigues, a empresa apresentou duas alternativas de traçado para a futura autoestrada.

O percurso adotado pela designada ‘hipótese norte’ prevê, na área de Coimbra a construção de uma via praticamente paralela ao traçado do IP3, enquanto a ‘hipótese sul’ preconiza a ligação do nó de Ceira (Coimbra) da A13 até à zona da Barragem da Aguieira, mantendo-se em ambas as soluções o atual IP3 entre Coimbra e Viseu sem portagens.

“Importante é que se faça a autoestrada”, insiste Manuel Machado, defendendo que “seria melhor” que ela não fosse portajada, mas admitindo que o pagamento da sua utilização tenha de existir.

Idêntica é ainda a posição do presidente da Câmara de Coimbra relativamente ao trajeto da futura via, pois a ligação por autoestrada entre as duas cidades é “urgente” e indispensável”, sustentou.

De todo o modo, sublinhou, a hipótese que prevê o prolongamento da A13 (Tomar-Coimbra) até à zona da Barragem da Aguieira é que melhor serve Coimbra e toda a região, além de contribuir para o aumento de utilização desta autoestrada, muito pouco frequentada, essencialmente por não ter continuidade, afirma o autarca.

“Importante é que seja adotada a melhor solução, do ponto de vista físico e financeiro”, sintetiza o presidente da Câmara de Coimbra.

A IP vai, entretanto, enviar “as [duas] propostas mais detalhadas às câmaras municipais abrangidas pelo futuro traçado para que estas, posteriormente, informem sobre as condicionantes existentes no terreno”, adiantou o autarca.

Mas, insiste Manuel Machado, a futura autoestrada entre Coimbra e Viseu não dispensa a “urgente requalificação” do lanço do IP3 que liga as duas cidades, como vem sendo reivindicado, designadamente pelos autarcas.

“Já há cerca de dois anos” (em abril de 2015), os presidentes das câmaras de Coimbra e de Viseu, Almeida Henriques, alertaram, em conferência de imprensa, para a “urgente e necessária” reabilitação do IP3, para garantir a segurança na ligação entre as duas cidades, recordou Manuel Machado.

Os dois autarcas também defenderam, então, a necessidade da construção de uma autoestrada, apontando o prolongamento da A13 como a solução mais indicada.

3 Comments

  1. Concordo, com A13 !!!!!

  2. Vejam lá o que dá mais dinheiro às construtoras….

  3. Zé da Gândara says:

    O IP3 é a marca de água das infraestruturas construídas nos governos do Botas de Boliqueime (aka Cavaco Silva) nos tempos em que jorravam diariamente camiões de dinheiro de Bruxelas para dotar o país de infraestruturas e para vencer o atraso em que o país se encontrava face ao que era a realidade da Europa então a 12… Uma obra que deveria envergonhar a fauna de alegados engenheiros que deram corpo ao escândalo de obra que viu a luz do dia… A Suíça tem uma orografia bastante mais acidentada que a de PT e já nessa altura fazia túneis a atravessar o Monte Branco… E sendo um país tido como rico, só gastou dinheiro uma vez… Num país condenado à mediocridade e raquitismo económico como PT, optou-se por encher em generosas prestações os bolsos aos amigos do betão e do alcatrão, num regime de engorda compulsiva de modo a que estes conseguissem zarpar de cá para os quatro cantos do mundo, às custas dos pagantes de impostos… É a tugalidade no seu melhor…

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