João Mendes Ribeiro transforma estufas do Jardim Botânico da UC em “laboratório de atmosferas”

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Numa carreira reconhecida a nível nacional e internacional, João Mendes Ribeiro arrecadou recentemente mais um prémio, desta feita na área da reabilitação urbana e destinado a distinguir o projeto de intervenção nas estufas tropicais do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Numa altura em que decorrem os trabalhos de “instalação” na imponente estrutura de ferro fundido, construída no século XIX, o arquiteto de Coimbra conduziu a reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS numa visita a mais uma obra a que acrescentou contemporaneidade e onde levou soluções enquadradas por uma forte preocupação ambiental.
“A intenção foi a de pegar nesta estrutura – com as suas particularidades e importância histórica no contexto do Botânico – e criar a adequação técnica para a sua função de estufa, mas também garantir condições de visita com outra segurança e a partir de percursos que não estavam claros”, começou por esclarecer o arquiteto.
Reabilitar a estrutura era a missão da intervenção, pelo que foi fundamental a investigação histórica, com a recolha de imagens que permitissem perceber a evolução do edifício [ver gravura em baixo].
Por essa via, foi possível perceber dois tipos de problemas: a estrutura da estufa tinha de ser caiada todos os anos – o que obrigava a uma grande manutenção – uma vez que, no verão, havia excesso de luz no interior. As vidraças que existiam só tinham três milímetros, o que as transformava numa complicada questão de segurança (um vidro caído lá de cima podia transformar-se num grande perigo). Com a Covina, foi então estudado um vidro especial, que a empresa depois desenvolveu propositadamente para a estufa do Botânico.
O mais curioso, refere o arquiteto de Coimbra, é que, como é possível perceber numa imagem de 1902, a estufa, toda em ferro fundido, tinha vidros transparentes, com o sombreamento produzido por toldos no interior. “Ideia que concretizamos agora com estores no interior, o que significa que, ao modernizarmos, fomos ao encontro de uma imagem histórica”, salienta.

Notícia completa na edição impressa de hoje

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