Nulo foi o mal menor para a Académica

 

Num encontro entre dois dos mais fortes candidatos à subida – durante grande parte da época – esperava-se uma noite entretida para os adeptos. Mas assim não foi. Mau futebol, mau demais, para as posições que ocupam na tabela classificativa, poucas oportunidades e a ideia de que dificilmente se iria assistir a um golo, pelo menos até ao momento da expulsão de Yuri Matias.
Com dois pontas-de-lança no “banco”, Costinha optou por um ataque mais móvel, com Marinho na posição de ponta-de-lança, servido por Ernest e Traquina. Ernest à direita e Traquina à esquerda, quase sempre, o que também não é propriamente a coisa mais habitual do mundo.
A Académica entrou melhor e, logo aos 4’, podia ter feito o golo. Mas Leandro Silva, que arrancou com espaço, e galgou metros até ao ultimo terço do terreno, deixou-se antecipar em falta pelo marcador direto quando tinha três opções de passe.
Mas o primeiro lance de perigo iminente pertenceu a Guedes, o melhor em campo, que cabeceou às malhas laterais aos 16’.
Depois, aos 24’, foi Erivaldo a desperdiçar uma grande oportunidade, quando seguia sozinho e, dois minutos depois, Bolagun, “na cara” de Ricardo Ribeiro, a centro de Guedes.
Ainda assim, o lance mais perigoso da 1.ª parte chegou aos 36’, com Ricardo Ribeiro a ficar mal na fotografia, ao não conseguir segurar, depois de um livre batido da esquerda. João Pedro só não marcou porque estava lá Nuno Piloto a evitar o pior.
Falhou uma vez, mas também brilhou noutras ocasiões. Aos 58’, por exemplo, negou o golo a Balogun com uma grande defesa.
As coisas já estavam complicadas para a Académica, pior ficaram à passagem da hora de jogo, quando Yuri Matias, que já tinha um “amarelo”, fez uma falta escusada, a meio-campo e deixou a equipa a jogar com 10.
Mas, curiosamente, foi com menos um que a Académica criou mais perigo.
Aos 70’, Marinho caiu na área, e os adeptos pediram penálti. O mesmo se passou com Traquina, aos 83’, com o árbitro a mandar, igualmente, seguir. E, no minuto seguinte, foi Ernest a rematar para a maior defesa de Quim.
Diga-se, ainda assim, que continuou a ser o Desp. Aves a equipa a ficar mais perto do golo.
Caetano e Tarcísio, dois dos suplentes utilizados, aos 81’ e 92’, deixaram os adeptos visitantes à beira de um ataque de nervos. Já com três minutos de “descontos”, foi Guedes a rematar com estrondo à trave de Ricardo Ribeiro.
No fim de contas, o empate, e o nulo, foram um mal menor para a Académica.

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