Recurso do padre do Fundão sobre abusos sexuais foi negado pelo Supremo

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O Supremo Tribunal de Justiça deliberou negar o recurso do padre do Fundão, Luís Mendes, e confirmar a condenação do pároco a uma pena de dez anos de prisão por abusos sexuais de menores.

No acórdão a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Supremo decidiu manter na “íntegra o acórdão recorrido”.

A defesa do padre e ex-vice reitor do Seminário do Fundão alegava que a prova em que o Tribunal se alicerçava para a condenação do arguido resumia-se “à palavra das alegadas vítimas e às perícias médico forenses”, às quais colocava “sérias reservas”. Todavia, o tribunal respondeu que “o recurso é de rejeitar”.

O padre Luís Mendes, de 42 anos, tinha sido condenado em 2013 pela prática de seis crimes de abuso sexual de menores dependentes, 11 crimes de abuso sexual de crianças e um crime de coação sexual.

O ex-vice reitor do Seminário do Fundão acabou por avançar com um recurso para a Relação de Coimbra que, em 2014, negou provimento.

De acordo com o que ficou provado, Luís Mendes, com 37 anos à época, abusou de seis crianças com idades entre os 11 e os 15 anos, cinco das quais alunos em regime de internato no Seminário do Fundão.

Os cinco seminaristas foram abusados entre 2011 e 2012 e a sexta vítima – aluno do padre num colégio no concelho da Covilhã – foi abusada em 2008.

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