Opinião: Um novo apocalipse

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António Augusto Menano

 

Personagens de “Walking Dead” estiveram em Lisboa. Foi notícia. Como se fossem artistas, músicos, ou humanos de valor universal. Nesta época de séries a transformarem a violência, a vida humana, a destruição, em coisas banais, quotidianas, neste tempo em que a propaganda do designado estado islâmica é produzida magistralmente, utilizando técnicas, figuras, excertos, de filmes, aceite, quem sabe se mudada em referência.

Viram-se filas de adolescentes e jovens à espera de Megan, o matador psicopata, de Rick, o “herói” discutível, de falarem com os seus preferidos, figuras das quais espero que não desejem ser epígonos. A série é bem diferente das da Marvel, não há lá nenhum Shield, nem Thor, nem capitão América. Em “Walking Dead” não há apenas zombies, eles são o cenário humano lateral, embora pareça essencial, da estória.

O que se procura demonstrar é a entropia, o caos em que a humanidade cairá inelutavelmente, sem fim, nem remédio, se continuar pelo caminho em curso Há uma mistura de mentalidades, escatologia (ou utopia, se preferirem) e estruturas sociais (ou a sua falta). Há uma origem (uma infecção) e não se sabe qual será o fim dela. O extermínio é-nos apresentado como cura. Um novo apocalipse.

 

 

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