Opinião: O ditador, o galaró e os outros

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Luís Santarino

Hoje apetece-me ser politicamente incorreto!

O assassínio em Londres é um assassinato para toda a Europa.

Já nem me lembro de que me acusaram os meus amigos sobre a globalização e me ter pronunciado contra. Mas também sobre a adesão anunciada da Turquia à União Europeia.

O tempo veio dar-me razão.

Eu sou um bom vizinho. Não me meto na vida de cada um, cumprimento-os a todos, posso até parar para conversar com alguns, mas a casa de cada um é governada por cada um, também.

Nada de meter o bedelho, de meter o nariz onde não sou chamado.

Bastaria perceber estes princípios de convivência com que fomos educados, para perceber que, se os alterássemos abruptamente sem regras relativamente a outrem, iria dar asneira. Aliás, já deu, continua a dar e dará ainda mais no futuro.

Viver na Europa e querer revertê-la para uma cultura que não é e nunca será a sua, foi algo que previ, escrevi e que infelizmente agora se demonstra.

As ameaças aí estão, revelando até alguma fraqueza dos dirigentes europeus que, ao longo das décadas, se habituaram a que fossem os Estados Unidos a fazer as despesas da defesa das nossas fronteiras e da sociedade ocidental.

A ameaça do arruaceiro turco é um grave atentado ao direito internacional que, só é cumprido, quando alguns “estão na mó de baixo”!

Agora que meteu cadeia juízes, professores e tantos outros cidadãos; agora que deteve todos os seus opositores, tem o descaramento de atacar o povo alemão e holandês apelidando-os daquilo que ele efectivamente é; um ditador da pior espécie que não deve merecer o respeito da comunidade internacional.

Ameaçar os cidadãos europeus onde quer que se encontrem em qualquer parte do mundo é uma ameaça vil e nojenta de quem não respeita a individualidade

No meio deste imbróglio, ei que surge o personagem holandês destacado na União Europeia, a vociferar contra os países do sul.
Desta vez vai ter a resposta que merece.

Ninguém pode admitir que um tipo qualquer, ainda por cima falsificador de habilitações literárias, possa usar o seu poleiro bem pago por todos nós, para atacar povos que nada ficam a dever aos do norte da Europa. Aliás, esse galaró bem falante conhece bem a qualidade dos trabalhadores portugueses por todo o mundo.

Cá para mim que não sou de intrigas, o rapaz, das duas uma; ou apanhou muito sol na carola e queimou aquela treta toda a quem alguns chamam cérebro, ou, na falta dele, tem um superavit de nevoeiro na caixa dos pirolitos.

Temos então dois idiotas, diferentes sem dúvida, mas idiotas, um mais a ocidente e outro a oriente! Claro que há mais, mas estes não merecem o respeito e consideração dos cidadãos europeus.

Esperemos que tudo se resolva da melhor maneira, porque a globalização não favoreceu em primeiro lugar o comum cidadão, mas sobretudo o grande capital que tudo gere a seu bel.

Precisamos de um mundo diferente, renovado, melhor para todos, respeitando as diferenças. Mas nunca misturando o que não é miscível!

Só assim viveremos num mundo mais livre e solidário.

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