Câmara de Coimbra embarga obras do Aldi em Santa Clara

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FOTO DB/CARLOS JORGE MONTEIRO

O município de Coimbra mandou embargar as obras do futuro supermercado ALDI em Santa Clara. Segundo o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a câmara foi confrontada anteontem com o início de uma intervenção de retirada de terras daquela zona, tendo o vereador Carlos Cidade solicitado a atuação imediata de elementos ligados à Divisão de Fiscalização.

Nesse dia, e como a reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS teve oportunidade de observar no local, estiveram a trabalhar naquela encosta algumas máquinas de terraplanagem e veículos pesados para carregar a terra daí resultante. Uma situação que apanhou de surpresa o município, pois ainda não foi emitida a licença de construção necessária para este tipo de trabalho.

Como tal, e após a presença de elementos da Divisão de Fiscalização, a intervenção terá parado, já que ontem de manhã a reportagem do DIÁRIO AS BEIRAS pode confirmar que já não se encontravam no local nem as máquinas de terraplanagem nem os pesados. O que é certo é que eram indesmentíveis os sinais do início da obra que, agora, sofreu uma decisão de embargo por parte do município.

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12 Comments

  1. Henrique Costa says:

    A CMC é muito eficiente a parar o trabalho e investimento na cidade… Depois temos de ouvir bocas foleiras dos muitos invejosos dos concelhos vizinhos… além de sermos o concelhos onde o preço da habitação mais baixou! É a vida, quando os partidos escolhem o que escolhem para mandar nesta cidade!

    • Zé da Gândara says:

      Só um pequeno reparo… Tente lá sua senhoria adquirir um terreno e nele construir uma moradia clandestina (havendo um azeiteiro de um pseudo-construtor civil que fosse suficientemente louco para o fazer à pato-bravo) e veja o que lhe sucede se as competentes autoridades depararem com a construção clandestina…

      Porque é que os boches da Aldi deveriam chegar cá ao seu décimo sétimo Laender Alemão e se haveriam de permitir fazer o que lhes dá na real gana passando por cima de tudo e de todos? Será que eles lá na terra deles também procederão assim? É que se bem reparar, de cowboys deste tipo já por cá temos maus exemplos em demasia (o que opina sua senhoria dos também boches da Opel de Azambuja que com contratos de investimento com o Estado Português que os obrigava a permanecer com actividade por cá por uma série de anos, após meterem no bucho os incentivos e apoios diversos de origem estatal. não tardaram a mudar-se para Saragoça para não aborrecerem os Espanhóis quando a fábrica da Opel em Saragoça ficou sem trabalho)… Ou será que sua senhoria não enxergará isto? Coimbra não será exemplo a nível de atracção de investimento (conforme se tem visto) mas permitir tudo a cowboys desta natureza cujo modus operandi já se conhece, dando maus exemplos ao comum cidadão não só não me parece justo como de resto me parece pouco pedagógico… E também me parece que se da parte dos boches tivesse havido alguma interacção com a Câmara ou mesmo com o Governo, o processo de licenciamento teria sido agilizado… Nos últimos tempos, para efeito de atracção de investimento, as burocracias até têm sido bastante reduzidas, embora os resultados nem sempre tenham sido muito promissores… Um dia que venha de Coimbra à Figueira, passe por Montemor-o-Velho e visite a unidade industrial de fabricação de pilhas que jaz por lá e conte o número de postos de trabalho criados… Foi o Estado que complicou a vida aos Malaios da Agni?

    • Zé da Gândara says:

      E se estiver pela Figueira da Foz, dê um salto até à Praia da Tocha (serão 30 Kms) e tente reservar um quarto de hotel no majestoso Hotel que por lá se tentou construir em plenas dunas da Praia da Tocha (até os ambientalistas andam todos calados que nem ratos a respeito desta construção em plenas dunas a escassos metros do mar, o que de si dirá muito, pois não há ainda assim tantos anos quanto isso, existiam salvo erro três palheiros de Madeira junto ao paredão da praia que albergavam actividades de restauração que tiveram de fechar portas pelo facto de as construções representarem um atentado ambiental)… Recomendo-lhe vivamente o conceito inovador do hotel… alojamento virtual 🙂 É que a obra, não obstante o Estado se ter chegado à frente com a massa, não passou de uns espigões de ferro e betão que ficaram no ar e que por lá jazem já há anos e que nos remetem para imagens de países-modelo ao nível do planeamento urbanístico e do ordenamento do território como a Argélia ou mesmo o Burkina Faso… O bravo empreendedor, depois de se torrar o dinheiro sabe-se lá como, declarou insolvência pelos vistos a partir de Paços de Ferreira quando apenas lhe era conhecida actividade pseudo-empresarial em Mira… A culpa foi do Estado ou das diversas autoridades públicas envolvidas? Complicaram a vida ao putativo investidor / empresário? Se culpa houve foi porque se esqueceram que "Quem se deita com as cadelas, sujeita-se a apanhar as pulgas delas!"… Ah… E quem é que agora paga o passivo ambiental produzido e que ficou ao preço do ouro? Pois os mesmos de sempre que estão sempre prontos a ser esbulhados pela escumalha do costume… Para no fim de contas, continuarmos sempre a pedalar na bosta…

      Daí que eu lhe diga que sua senhoria é um ingénuo que acredita na cartilha com que foi catequizado na Jota…

  2. Provera que não estejamos perante mais um caso como o do Ikea. A agir assim gostava de saber como é que esta Câmara quer ajudar a criar postos de trabalho e criar condições para manter os que já existem. Aquando da construção da loja do cidadão e do seu célebre parque de estacionamento as coisas não se passaram assim. Vamos lá saber porquê?

  3. Mas vamos ter dois supermercados ALDI em coimbra?

  4. GPS dos Foleiros says:

    Grande investimento. esse de vender xouriços..Em boa hora a CM actuou.E fique tranquilo que os vizinhos dispensam tal fartura…..

    • Henrique Costa says:

      Eu até consigo perceber que muita gente que está bem na vida seja contra o investimento. Este trás muitas maçadas e confusões mas não aceito tal posição, apesar de a entender. O egoísmo é e sempre foi um grande defeito ainda mais quando para o progresso. Mas, sinceramente, acho que muitas destas pessoas que estão sempre contra o progresso é acima de tudo porque sabem que são tão pequenas e incapazes que não suportam ver os outros a fazer coisas que elas muito dificilmente conseguiriam fazer! Mas, será que não têm filhos, netos, sobrinhos ou amigos que precisem de empregos? Se há muitos supermercados em Coimbra, o problema é dos supermercados ou dos empregos que criam, das vendas que potenciam, etc, etc? Haja decência!!!

      • Zé da Gândara says:

        Há uns anos atrás quando por cá existia a febre dos mega-centros comerciais yankee-style, em Telheiras um houve que na inauguração (um dia com chuva) até desabou e se bem me recordo, foram umas tantas pessoas para a quinta das tabuletas num ápice porque o telhado (ou cobertura ou o que quer que lhe queiram chamar) veio abaixo… Tuga compreender que regras têm de ser respeitadas e o que o valor da vida é inquantificável é coisa difícil… Muitos tugas haverá que por uma nota de vinte euros até baixam as calças e se metem na posição em que a Alemanha perdeu a guerra… Enfim… Caso patológico de âmbito colectivo…

    • Zé da Gândara says:

      Se fosse para vender chouriços feitos de carne de porco biológico, mal o menos… O milagre actual da indústria agro-alimentar consiste em conseguir no caso vertente fazer crer ao consumidor que está a consumir carne de porco 🙂

  5. Zé da Gândara says:

    Mais a norte há mais um bocadinho de diplomacia entre os investidores e as autoridades locais… Pelos vistos, por lá não se embargar obras…
    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/m

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