Autarquia de Penacova dá alojamento a estudantes guineenses descontentes

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Vários estudantes guineenses da Escola Profissional Beira Aguieira, em Penacova, dormiram na rua entre segunda e quarta-feira, em protesto contra as condições de alojamento, tendo sido acolhidos numa pensão na última noite, informou hoje a Câmara Municipal.

“Estes estudantes da Guiné-Bissau, alguns deles menores, estão um bocado entregues a si próprios”, disse o vice-presidente da autarquia, João Azadinho, à agência Lusa.

Trata-se de 18 estudantes, maioritariamente do sexo feminino, que recusam estar alojados na antiga enfermaria do Hospital de Lorvão.

Na primeira noite, 14 raparigas passaram as horas ao relento, no centro de Penacova, à espera de uma solução alternativa de alojamento, que nunca chegou da parte da Escola Profissional.

Na terça-feira, quatro rapazes, também oriundos da Guiné-Bissau, juntaram às colegas para reforçar o protesto. “Esperámos alguma resoluçao das entidades competentes”, disse João Azadinho.

A Câmara Municipal contactou a Embaixada da Guiné-Bissau, em Lisboa, que até agora “não deu qualquer resposta”, acrescentou.

Outras das entidades contactadas pela autarquia de Penacova foram a Secretaria de Estado da Educação e o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Contactada pela Câmara de Penacova, presidida pelo socialista Humberto Oliveira, a administração da Escola Profissional Beira Aguieira respondeu, alegando que o Mosteiro de Lorvão, onde funcionou o Hospital Psiquiátrico, “tem as condições de habitabilidade”, descreveu João Azadinho.

Como os contestatários mantiveram o protesto, a autarquia conseguiu que aceitassem ficar “alojados temporaramente” numa pensão no centro de Penacova, paga pela Câmara, que também lhes assegura as refeições.

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