Pais alertam para ameaças à sobrevivência do Colégio São Teotónio

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As novas regras do Governo para os contratos de associação põem “em causa a sobrevivência” do Colégio São Teotónio, em Coimbra, alertou hoje a respetiva Associação de Pais do estabelecimento de ensino privado.

O despacho normativo 1H/2016 de 14 de abril, do Ministério da Educação, “compromete o cumprimento dos contratos plurianuais celebrados e em execução entre as escolas e o Estado, em resultado de um concurso público com vigência entre 2015-2016 e 2017-2018”, afirma a direção da Associação de Pais em comunicado.

A aplicação daquele diploma “põe em causa a sobrevivência desta escola, que ao longo dos últimos 20 anos tem prestado um serviço público de educação porque assim dava jeito aos vários governos e às várias direções de educação”, acrescenta.

“Onde vão ser colocados todos os alunos, desde o berçário até ao ensino secundário, passando pelos alunos da Escola de Música, com ensino artístico especializado, e da Escola de Teatro? E como lidar com o desemprego de quase uma centena e meia de docentes e não docentes?”, questiona.

A Associação de Pais do Colégio São Teotónio considera que “a discussão sobre os contratos de associação vai para além das demagogias dos discursos políticos”, defendendo que os alunos, as famílias, os docentes e outros trabalhadores “deveriam ser a principal fonte de preocupação das entidades públicas”, enquanto aos pais caberia a escolha de “um projeto educativo tendo em conta a qualidade de ensino sem restrições de natureza financeira”.

“Exemplos como o do Colégio São Teotónio demonstram que não deveria ser o constrangimento financeiro dos pais a limitar a escolha da qualidade de ensino para os seus filhos”, adianta.

Para a associação, a discussão deste assunto tem de ser focada “nas famílias e nas suas possibilidades para poder escolher”.

“É correto deixar a possibilidade de escolha apenas às famílias com recursos financeiros? É correto que os alunos das escolas com contrato de associação tenham que prescindir do projeto educativo com que se identificam apenas porque não têm financeiramente possibilidade de aí permanecer?”, pergunta ainda a Associação de Pais.

Há uma semana, em Coimbra, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, abordou com os jornalistas a relação do Estado com as escolas do ensino particular e cooperativo, reafirmando que “todos os contratos vão ser escrupulosamente cumpridos” pelo Governo.

“Em todos os sítios onde a rede a pública cobre na totalidade as necessidades, no presente, aí não serão assinados novos contratos de associação”, ressalvou.

Nos locais “onde existe carência da rede pública, o ensino particular e cooperativo continuará a ser um parceiro na constituição da rede para suprir as necessidades”.

8 Comments

  1. Henrque Costa says:

    Só agora é que descobriram que os funcionários públicos se estão completamente a borrifar para a privada? É 35 horas, é salários na média europeia num país pobre, é não poder haver despedimentos, etc, etc. E quanto mais se lhe dá mais querem… não votassem na Coligação da Função Pública, vulgo Geringonça!

    • E quando os 25000 professores vieram para a rua! Alguém se preocupou???
      Além disso o que o governo está a fazer não é ilegal! O estado continua a financiar as escolas em que não existe a escola pública e mantém os contratos durante os 3 anos! Apenas não permite a abertura de turmas de inicio de ciclo em escolas CA, desde que que haja oferta pública na zona!
      Onde está escrito nesses contratos que o estado tem de financiar N turmas de cada inicio de ciclo?
      Mostrem isso escrito no contrato!!

      • Henrique Costa says:

        Na pública não há despedimentos, o problema dos contratados já existia e existirá sempre enquanto os professores do quadro tiverem o nível de absentismo que têm! E os milhares da privada que irão para a rua? Já não chega de terem carregado a privada com mais e mais impostos para que o falido estado mantivesse a sua dimensão colossal muito bem remunerada? Como agora, porque há menos alunos querem literalmente canibalizar a privada? A escolas privadas têm melhorado a qualidade do ensino fruto de uma maior eficiência na avaliação! Não deixem estragar isso dando monopólios a alguma gente que só pensa em receber e pouco em dar!!!!

    • Miguel Costa says:

      As 35 horas são as que tenho no meu contrato e não vi muita gente a importar-se quando foram unilateralmente transformadas em 40, com redução de salário. Salários de média europeia é uma afirmação tão ridícula que só adjetiva quem a profere. Quanto aos despedimentos, pode consultar a Lei de Trabalho em Funções Públicas para ver a barbaridade que é essa afirmação, o que não existe é o despedimento livre, um velho sonho da direita cujo resultado deu no que deu no aumento do desemprego de 2012. Enfim, só disparates.

  2. Zé da Gândara says:

    A bovinicultura tem algo de parecido com aquilo que está a suceder às administrações dos colégios privados… Teve um período de engorda interessante (neste caso de 4 anos) e agora que acabou o cereal, já se aplica um conhecido ditado popular relativo à arte da panificação e às discussões que se geram quando falta o produto da panificação…

    Esta Associação de Pais merece uma palavra de apreço porque se preocupa com os docentes e com a respectiva família: "E como lidar com o desemprego de quase uma centena e meia de docentes e não docentes?”… Que genuína preocupação que tem esta associação… Mas, num país onde existem cerca de 650.000 desempregados oficialmente contabilizados como tal (esquecendo os que imigraram devido à política de terraplanagem social à Enver Hoxha colocada em prática pelos jihadistas que foram apeados do cavalo e todos aqueles que começaram a trabalhar aos 10 anos e que sempre ganharam o SMN até o excelente patronato, fruto da facilitação dos despedimentos lhes dar um chuto no traseiro no auge da meia idade condenando-os à indigência), porquê só agora este alarme? Os senhores professores pertencem a alguma casta superior que não possa ser tocada pelo infortúnio de cair no desemprego? Não era o jihadi Peter que dizia que o desemprego poderia e deveria ser uma oportunidade para mudar de vida e que quem se queixava de ficar desempregado era piegas? O que dizer a todos os precários (mesmo aqueles que pertencendo aos quadros de uma qualquer pseudo-empresa detida por um qualquer oportunista que à boleia da crise esmifra os empregados até à exaustão física e emocional para de seguido lhes dar um chuto no traseiro para contratar de seguida mais uma fornada baratinha ainda sponsorizada pelos fundos da Segurança Social) que depois de verem a sua saúde degradada a trabalhar são encostados à parede para se meterem a andar pelos próprios pés antes que o bravo empresário lhes acabe de dar cabo da saúde com as suas múltiplas manhas e patifarias? Esses não contam para esta Associação de Pais? Quer esta Associação de Pais continuar a beber bom Champagne ao preço do espumante da Bairrada? Eu acho que os papás têm todo o direito de querer o melhor para os seus filhotes mas também acho que, como em tudo na vida, as coisas não são para quem quer, são para quem pode e que como tal, quem se sujeita a amar, se deve sujeitar a padecer e que como tal, os briosos papás Sôdôtôres que ganham mais num mês que o trolha que paga impostos para sustentar esta mamadeira ganha num ano, devem abrir os cordões à bolsa e inchar… É uma pena que não dê para se ir de férias para o Algarve ou a Cuba ou ainda para a península de Yucatan no México mas paciência, o mundo é mesmo assim, daí que se recomenda a esta associação a não cair no ridículo com estas lágrimas de crocodilo porque bem sabemos que o discurso que emana a respeito das preocupações sociais é um nadinha vazio… E agora, venha daí a Quarta Intifada lançada pelos comentaristas do costume que não perdem uma oportunidade para se meterem comigo aqui neste espaço de opinião ou mesmo para denegrir os meus comentários com os "dislikes / unlikes" da praxe 🙂 Seria bom que este comentário batesse o record de "dislikes / unlikes"…

  3. Dou o meu apoio a este comentário. Quem pode que pague

  4. Rui Coprreia says:

    De que é que vivia o Colégio de São Teotónio antes de surgirem os contratos de associação?

  5. luis manuel says:

    A PJ DEVERIA INVESTIGAR OS CONTRATOS DOS ÚLTIMOS ANOS.

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