Opinião – Da eutanásia aos políticos, partidos e Estado – À subserviência (I)

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Norberto Canha

Norberto Canha

Estabelecidas estas eutanásiascargos por nomeaçãoimplantou-se a subserviência, ou seja, a mediocridade do Estado.

Nada melhor do que exemplificar com o seguinte exemplo:

Mandei um livro cujo título é “Amar Portugal, apelo ao senso, à verdade e ao reconhecimento – contas aos netos” a todos os ministros e só um ministro, por sinal da Saúde, e, num cerimonial, a que assisti e a que ele presidiu, ao retirar-se, passou por mim, dirigiu-se-me a cumprimentar e agradecer.

Ocorreu-me dizer-lhe que gostaria de falar com ele. De pronto, “telefone para o ministério para marcar a data”. Quem o acompanhava, por sinal, presidente da ARS do Centro, de imediato “eu também quero ir”. Porque não? Encarregue-se então, de marcar a entrevista. Nunca o fez. Por dois ou três encontros furtuitos, recordei-lho, “irei fazê-lo”. Nunca ocorreu!

Conclusão, quem exerce o poder está condicionado pelos que os rodeiam, não os informam com verdade e condicionam a sua atuação; atribui-se a eles, ministros, a responsabilidade quando ela é, em boa verdade, dos subservientes que os rodeiam, que lhes escondem as verdades e ficam isentos de qualquer responsabilidade; quando se desencadeia a tempestade – resultados das eleições negativas e credibilidade dos políticos – ficam de mãos limpas e sorrisos no rosto.

Antes da subserviência – eleições e não nomeações – trouxemos para Coimbra o Centro de Medicina Portuguesa (Professor Celestino da Costa) em quatro anos. Ao sermos empossados, verificámos que para fazer um TAC era preciso pagar, no ato, os cinco contos que custava. Acabou-se com isso. Deixámos o hospital sem dívidas, pois exigimos ser tratados como os outros hospitais.

Vieram as nomeações, recusámos ser nomeados, embora tenhamos sido eleitos para novo período.

Iniciou-se a subserviência!…

Dando como exemplo o serviço de Ortopedia, que dispensou 90 camas do bloco central para criar novas especialidades e tinha 350 camas. Para um serviço de Ortopedia deve haver uma sala de operações para cada 20 camas. Tínhamos 13 salas de operações. Todo o espaço de Celas era de nossa pertença a troco dessas 90 camas. Deixámos ficar a Psiquiatria por ser insuficiente o número de camas no bloco central; a Plástica… o espaço e edifício para a Medicina Dentária.

A Ortopedia, que era o maior serviço europeu e de qualidade reconhecida, foi – por quem manda – cada vez mais cerceado, fecharam salas e serviços, e hoje está reduzido a tanto ou menos do que tinha no velho hospital.

Hoje tenho desgosto pelo que ouço e observo, está em decadência a credibilidade da medicina no hoje designado, para mim impropriamente, de CHUC.

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