Nova carnificina para lembrar que a Europa é “o” alvo

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Foi cirúrgica a escolha dos locais das explosões: o aeroporto internacional é uma placa giratória diária para os mais altos dignitários e dirigentes da União Europeia; a estação de metro de Maelbeek é uma das mais importantes para o acesso diário ao coração político e administrativo da união.

Ontem, logo pela manhã, a Bélgica e o mundo foram surpreendidos pelos atentados. Nem todos, porém. Há muito que os serviços de informação e os principais decisores conhecem a explosiva situação que se vive nos subúrbios de forte presença árabe de Bruxelas, em matéria de radicalização.

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One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    É apenas e só uma retaliação à política de neocolonialismo ocidental sobre o mundo árabe e afins… Quem não se lembra dos Mirage Franceses e dos caças Typhoon Britânicos a bombardear a Líbia (a tal guerra que, quando a Líbia deixou de comprar armamento à França, passou a ser necessária para fazer florescer a democracia na Líbia e que mesmo em Portugal, depois de se ter acolhido Kadhafi expressamente numa tenda montada à medida do então considerado líder carismático da Líbia, aproximando-se a queda do Kadhafi, dele já se dizia que era a face visível de um regime anacrónico)?
    Quem não se lembra da intervenção militar Francesa um pouco por toda a África Francesa que ainda hoje se encontra informalmente na condição de protectorado (Costa do Marfim, Burkina Faso, Mali, República Centro-Africana, etc…)? Sim, o Mali, que até à independência foi talvez das mais pobres colónias Francesas mas que para grande mal dos seus pecados, teve a infeliz sorte de no seu subsolo se descobrirem enormes jazidas de urânio que hoje em dia abastecem as centrais nucleares Francesas e o poderio militar Francês, nomeadamente a frota de submarinos nucleares, tendo por via disto o Mali passado a ser gerido de forma oficiosa pela França… A Costa do Marfim, por exemplo, também é incapaz de atingir estabilidade política interna porque teve o azar de ser o país maior produtor de cacau do mundo, tão caro à indústria alimentar Francesa… O Laurent Gbagbo foi apeado do poder em directo para o mundo através da televisão por soldados da Legião Francesa… Quem não se lembra disso? A comunidade internacional porventura criticou e condenou a intervenção de tropas Francesas na deposição do Presidente Gbagbo?

    Onde é que a AREVA (empresa nuclear Francesa) se aprovisiona de urânio?

    Quem é que subsidiou a guerra civil que se arrasta no tempo República Centro-Africana? Pois, a Total, quem mais poderia ser…

    Quem é que foi à procura de armas de destruição maciça (ou seja, o petróleo) para o Iraque?

    Quem é que desestabilizou o Iraque com a sua intervenção sob a bandeira da democracia?

    Quem é que considerava os Europeus convertidos ao Islão e os descendentes de Árabes nascidos na Europa de "freedom fighters" quando estes se começaram a deslocar para a Síria para combater o regime laico do Assad?

    Pois é… A UE é apenas e só um comité de negócios monopolistas pertencentes às elites da Europa, que sob a bandeira da democracia, actua de forma terrorista um pouco por todo o terceiro-mundo sub-desenvolvido para usurpar os respectivos povos dos recursos que a eles pertencem, esquecendo-se que mais cedo ou mais tarde, não tardará a provar do próprio veneno… Depois, assiste-se a isto… Embora os métodos não sejam os correctos (quem morre nos ataques terroristas nunca são os canalhas que puxam pelos cordelinhos às pequenas marionetas – quanto mais não sejam, marionetas políticas que acedem às urnas a legitimar através do voto a política de terror dos Estados Membros da UE – que são colhidas no meio deste fogo cruzado), é uma forma de externalização da revolta dos oprimidos e espoliados… Surpreende-me apenas e só o facto de ainda nenhum desses indivíduos do Estado Islâmico ter cobrado a gracinha do cherne Durão Barroso quando se permitiu servir de garçon na Cimeira das Lajes para servir cafés ao asno Aznar, ao mentiroso Blair e ao bêbado incorrigível Bush (moita)… Bem vistas as coisas, Espanha, States e Reino Unido já pagaram pela perfídia… Até quando Portugal vai passar entre os pingos de chuva?

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