Os Verdes voltam a denunciar poluição em rio no concelho de Oliveira do Hospital

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ETAR MERUGE

O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) voltou a questionar o Governo sobre a falta de ligação de duas fossas séticas à ETAR de Meruge, concelho de Oliveira do Hospital, que apenas trata um terço dos efluentes produzidos.

Num comunicado divulgado hoje, aquela força política denuncia que dois terços dos efluentes daquela freguesia do distrito de Coimbra estão sem tratamento e a ser encaminhados para o rio Cobral, afluente do Seia, que desagua no Mondego.

De acordo com os ecologistas, para as duas ligações que ainda carecem de execução, uma gravítica e outra através de Estação Elevatória de Águas Residuais, o valor indicado pelo ministério foi de 150 mil euros, “um custo residual comparado com o valor de 1,5 milhões de euros despendido com a construção da ETAR”.

“Para além de ser uma situação indesejável do ponto de vista ambiental e de saúde pública, pois os efluentes que passam pelas duas fossas séticas são encaminhados sem tratamento para o rio Cobral, é do ponto de vista económico um desperdício de recursos públicos”, lê-se no comunicado.

Na pergunta ao Governo, a que a agência Lusa teve acesso, Os Verdes questionam se “o ministério considera que a ETAR de Meruge, que custou 1,5 milhões de euros está a ser rentabilizada, quando recebe apenas um terço dos efluentes da freguesia, devido à falta da ligação de duas fossas séticas”.

Através da Assembleia da República, os ecologistas questionaram ainda a tutela do ambiente da data prevista para a “execução da ligação de mais duas fossas séticas em Meruge, já projetadas aquando da revisão do contrato de concessão da ETAR”.

Segundo o partido, as mesmas perguntas foram feitas ao anterior Governo, em março de 2015, mas sem obter resposta do então ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, que entretanto mudou de nomenclatura.

“Tendo em consideração que o problema se mantém e que urge solucionar de forma a evitar a poluição do rio Cobral, assim como rentabilizar a ETAR local, o PEV volta a apresentar o conteúdo da respetiva pergunta de forma a obter os devidos esclarecimentos pelo Ministério do Ambiente”, refere o comunicado daquela força política.

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