Revista Cabide apresenta 3.º número em Coimbra

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REVISTA CABIDE

A ideia algo romântica de editar uma revista que, confessemos, já assaltou todos os jornalistas, concretizou-a João Pombeiro, com a cumplicidade do designer Luís Alegre. E, no caso, é mesmo na concretização que está o segredo. Como a revista em papel ficava fora do orçamento e o online não lhes parecia a melhor opção, João Pombeiro e Luís Alegre avançaram para um formato inédito, já a fazer história e com seguidores nos EUA: uma revista ao vivo, a que chamaram Cabide.

Editada a partir de temas, questões, perguntas pertinentes e inspiradoras, a revista Cabide sai de Lisboa para apresentar o seu terceiro número em Coimbra. Em dia e meio, a 6 e 7 de novembro próximo, no Teatro da Cerca de São Bernardo, vozes múltiplas e em formatos diversos vão responder à pergunta “Quanto custa a felicidade?”.

Esta “saída” para Coimbra – numa intenção descentralizadora inicial – explica-a João Pombeiro ao DIÁRIO AS BEIRAS: tendo assistido ao segundo número da revista, que decorreu em fevereiro último no Teatro da Trindade, em Lisboa, foi Margarida Mendes Silva quem lançou o desafio. Aceite com entusiasmo e logo apoiado pel’A Escola da Noite – através de Pedro Rodrigues –, como destaca o responsável pelo projeto.

Assim se encontra a tomar forma a terceira edição da revista Cabide – editada à volta da pergunta “Quanto custa a felicidade?” –, para que todos possam folhear nos dias 6 e 7 de novembro, na sala de teatro que integra o grande centro cultural que Coimbra tarda em concretizar cabalmente no espaço alargado do Pátio da Inquisição.

Mesmo sem alinhamento fechado, João Pombeiro não deixa de destacar algumas presenças já confirmadas e outras em confirmação para a edição a apresentar em Coimbra e a contar também com “artistas e colaboradores” locais: Pedro Mexia seleciona um filme a tentar responder ao repto que dá tema à nova Cabide; João Rodrigues e Nuno Teles falam do livro “De pé, ó vítimas da Dívida”, que organizaram; António Olaio apresenta-se em performance. João Quadro e Gonçalo M. Tavares são outras duas prováveis e desejadas presenças, prevendo-se ainda outros “pequenos apontamentos” não menos importantes.

Depois de Coimbra irá seguir-se, provavelmente, o Porto, uma vez que “há interesse” já demonstrado. Fica, assim, começada a concretizar a intenção dos dois responsáveis pela revista ao vivo, que a pensaram para viajar por esse país e mundo fora. Os próximos números da Cabide podem, portanto, assumem João Pombeiro e Luís Alegre, acontecer no Porto, em Aveiro, em Leiria ou em Bragança. Em qualquer cidade portuguesa ou do mundo, basta que os “queiram lá”.

Nesta primeira experiência de descentralização, em Coimbra, a intenção, confessa João Pombeiro, é perceber “como funciona”, depois do “bom acolhimento” que o projeto mereceu dos muitos colaboradores e do público nas suas duas primeiras edições.

Mesmo porque, destaca ainda o jornalista, todo o projeto é “um conceito em construção e em aberto”, permitindo ajustamentos, alterações e melhorias a todo o tempo. Para manter é a periodicidade da revista, que se tem apresentado duas vezes ao ano.

E também, claro, genericamente as rubricas que a compõem e a pretendem levar a um público alargado: entrevistas, debates, crónicas, ilustração, reportagens, música, teatro, documentários, opinião, humor. E arte, assumidamente, assim como independência de qualquer poder político e económico. A Cabide só não tem, assumem os seus responsáveis, cartas de leitores.

Para já, em resposta à pergunta “Quanto custa a felicidade?” – fundamental para qualquer de nós –, Coimbra apresentará então, as propostas de Frederico Lourenço, António Olaio, Pedro Mexia, Tiago Salazar, José Luís Pio Abreu, Valério Romão, João Rodrigues, Nuno Teles, Rui Bebiano, Nuno Costa Santos e João Quadros.

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