Petição contra fecho das Finanças de Penacova no Parlamento em janeiro

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07 FINANCAS 03GMM

O grupo que promove uma petição contra o encerramento da Repartição de Finanças de Penacova fixou como objetivo entregar, no início de janeiro, na Assembleia da República, as quatro mil assinaturas necessárias à discussão do assunto.

Numa reunião realizada ao final da tarde de segunda-feira, em que a comissão promotora do abaixo-assinado foi alargada a novos elementos, desde empresas, instituições de solidariedade social, coletividades e autarquias, ficou decidido que, até ao final do mês, devem estar reunidas todas as assinaturas.

Segundo Eduardo Ferreira, um dos promotores, no dia 06 de janeiro a comissão volta a reunir-se para decidir a data em que se desloca ao parlamento para entregar a petição à presidente Assunção Esteves.

A petição, lançada há cerca de três semanas, apela à anulação da decisão de encerramento da repartição de Finanças no concelho, por entender “que o encerramento deste e de outros serviços públicos deixa mais isoladas as populações do concelho de Penacova”.

“O seu encerramento prejudica a atividade económica do concelho, trazendo novas dificuldades às famílias e às empresas aqui instaladas. Nenhuma linha telefónica ou ‘call center’ substitui o balcão de atendimento aos contribuintes quando estes se sentem vítimas”, lê-se no documento.

De acordo com o mapa da alegada reorganização dos serviços de Finanças, divulgado no dia 07 de outubro pelo Diário de Notícias com base em cruzamento de dados, nomeadamente do Sindicato dos Trabalhadores dos Imposto, vão encerrar no distrito de Coimbra as repartições de Arganil, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Góis e Mira.

Eduardo Ferreira considera o encerramento de serviços públicos no país um “ataque miserável e um desrespeito pelo povo por parte do Governo, que apenas se interessa pelos impostos arrecadados sem cuidar dos interesses dos cidadãos”.

“O encerramento de serviços públicos é um recuo da nossa civilização, que vai demorar muitos anos a recuperar”, salientou à agência Lusa, frisando que se trata de um “abandono do país e das regiões mais desfavorecidas”.

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