Opinião – Olhando o mar… e a política dos espaços verdes

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JOAQUIM GIL

Joaquim Gil

Eu já tenho idade suficiente para saber que as estruturas partidárias tecem loas aos executivos da sua coloração, embora pense que deviam ser os seus mais acérrimos críticos, por forma a exigirem sempre mais e melhor dos seus.

Enfim, é o que temos!

O que não julguei possível foi ler num comunicado da concelhia socialista local o louvor do executivo camarário também pela sua “política dos espaços verdes”.

“Política dos espaços verdes”? Então ninguém passa pelas Abadias?

Em 46 anos da sua vida jamais o parque das Abadias apresentou este aspeto de incúria, desmazelo e desleixo. Como foi possível deixar que o pulmão da cidade o seu grande corredor verde se haja transformado num autêntico matagal.

Eu sei que já começaram os trabalhos de corte e limpeza no topo norte, mas ao ritmo a que prosseguem e face ao tamanho do matagal o serviço estará pronto lá para o verão… Se as coisas chegaram a este ponto é porque afinal não há política de espaços verdes.

Então ninguém passa pelo ajardinado (salvo seja…) em frente da Igreja da Srª. da Encarnação, também ele verdadeiro matagal.

Então ninguém passa pelas “Hortas Urbanas da Várzea” que exibem verdadeiro estado de abandono e desleixo.

Lá está sempre o mesmo problema, a “política da obra” oblitera a visão do essencial: assegurar a qualidade de vida dos munícipes, conservar e alindar os espaços verdes, preservar passeios e artérias da cidade e promover a regeneração urbana.

Será pedir muito?

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