Banda Desenhada – Festival de Beja recupera dimensão internacional

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Festival BD Beja

Depois de uma edição de “guerrilha”, feita com “orçamento zero”, só possível graças ao grande dinamismo e perseverança de Paulo Monteiro e da sua equipa, em que não houve qualquer verba para convidados estrangeiros, eis que o Festival de BD de Beja recupera a sua dimensão internacional nesta nona edição, que se iniciou recentemente, com a presença dos autores convidados.

Em relação aos convidados estrangeiros, o destaque maior vai para Jean-Claude Méziéres, o desenhador de Valerian, cujo trabalho influenciou cineastas como George Lucas, ou Luc Besson. Mas também o argentino Jorge Gonzaléz regressa a Portugal, onde apenas foi editado o seu primeiro livro, “Hard Story”. Também o brasileiro Sama estará em Beja, com uma exposição do seu mais recente trabalho e com a 2ª edição, com algum material novo, dos “Cadernos de Sama”.

Quanto aos portugueses, também não faltam exposições interessantes, com destaque para André Lima Araújo, mais um português a dar cartas na Marvel e para André Ferreira e Andreia Rechena. Também o “Baile”, o livro de Nuno Duarte e Joana Afonso que “limpou” os Prémios Profissionais de BD, estará em destaque, tal como os próprios Prémios. Ainda na Casa da Cultura, assinale-se a exposição dedicada à estreia na BD de Pedro Gonçalves e Tó Trips, os Dead Combo.

Embora mantendo o seu núcleo principal na Casa da Cultura de Beja, conta com um total de 21 exposições espalhadas por 9 núcleos (de que a Casa da Cultura é o principal) dispersos pelo centro histórico da cidade, o que mostra que a opção seguida no ano passado de concentrar todas as exposições na Casa da Cultura, foi ditada pela falta de meios.

Assim, espalhados pela cidade, não faltam os pontos de interesse, como a exposição colectiva Sakura e Banzai, que reúne autores portugueses e japoneses, na Biblioteca Municipal; as exposições de José Ruy e João Amaral, no Museu Regional de Beja e a mostra dedicada ao mais recente projecto de Geraldes Lino, “Heróis de Banda Desenhada no Século XXI”.

Mas o Festival não se esgota nesta lista, que não é exaustiva. Há muito mais para ver em Beja, desde mostras mais pequenas, até outras exposições colectivas, como a mostra dedicada aos 90 anos de Stan Lee, passando por aquilo que faz do Festival de Beja um Festival diferente, quando comparado com um Festival como a Amadora, que é a possibilidade de um contacto próximo com os autores, fora das sessões de autógrafos.

Por isso, aqui fica a sugestão para uma visita ao Festival de Beja. Para além das exposições e dos autores, há a simpatia e o calor da organização, que aliada à gastronomia, simbolizam o que de melhor tem o Alentejo.

(IX Festival Internacional de BD de Beja”, Casa da cultura de Beja, de 31 de Maio a 16 de Junho de 2013. Mais informações aqui)

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