Opinião – Museu Dr. Santos Rocha

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ANTONIO MENANOAntónio Augusto Menano

Na Antiguidade, templo das Musas, mas como tudo na vida, o seu significado foi-se modificando. A Figueira tem a felicidade de possuir um museu que, há nos, foi considerado do melhor existente no país. A sua existência deve-se ao Dr. Santos Rocha, e desde muito novo estive “apaixonado” por pela “casa”. Visitei-a, na minha adolescência, no último andar do edifício da Câmara Municipal e maravilhei-me.

Mais tarde estive ligado ao Museu e, ainda hoje, muitos dos que o mantém a funcionar são meus amigos. No passado dia 2 completou 119 anos e cantou-se os parabéns. Nele vi retrospetivas de Mário Augusto, Cândido da Costa Pinto, Zé Penicheiro, Mário Silva, Michael Barrett, Cunha Rocha, apreciei mostras de Jorge Pinheiro, Bual, Luís Ralha, Emerenciano, António Fernando, Alfredo Martins, e de tantos outros, aprendi nas salas de arqueologia, e numismática, apreciei arte religiosa, esculturas sacras fascinantes, recentemente complementadas com pintura, viajei no tempo a olhar para espadas, pistolas, armaduras, metralhadoras, mosquetes, pensando na perícia do homem na arte da guerra, fiquei mais sabedor e curioso na sala de artefactos africanos, acariciei com o olhar os móveis indo-portugueses, “invejei” algumas das bengalas que lá encontrei numa mostra riquíssima sobre o tema.

Nestes 119 anos saúde-se o vídeo promocional a ser mostrado em estabelecimentos comerciais, a implementação de informação bilingue, a visibilidade concedida à escultura contemporânea e variados melhoramentos. O Museu Municipal Dr. Santos Rocha está vivo e recomenda-se a sua visita.

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