Opinião – Académica, o sonho dos que ainda nem sequer sabem sonhar

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LUIS SANTARINOLuís Santarino

Estamos a poucos dias dos sócios da Académica/oaf decidirem o seu futuro; eles sócios e ela Académica.

Direi que, até hoje, todos cumpriram com o que pensavam. O presidente da direção, “enfiado no seu casulo”, vigiando-se a si próprio não vá a sua sombra “enfiar-lhe uma faca nas costas” , o presidente da assembleia-geral, supostamente de todos os sócios, “assobiando para o lado”, não cumprindo com as suas funções estatutárias e éticas – talvez até estéticas – como se a fase que estamos a passar não tivesse a mínima importância, e, os defensores da SDUQ, desdobrando-se em contactos para que a nossa designação, Académica, não seja colocada em causa.

“Para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim”!

Entrámos numa fase decisiva da nossa história colectiva. Ou respeitamos todo um passado glorioso, com altos e baixos, é certo, mas glorioso, ou nos afundamos no futuro.

Hoje não se colocam questões de carácter. Colocam-se questões organizativas, de propriedade, intelectual e outras, de desenvolvimento, de envolvimento com Instituições e com jovens. Colocam-se questões de ordem moral e de memória. Colocam-se questões de futuro, mais do que presente. Académica sim, ou não!

Percebendo a dívida que é devida ao presidente, eu receio que um dia destes o senhor seja o maior acionista da Académica.oaf – dono será a melhor definição – e “um qualquer alguém” para ser “adepto” tenha de passar no crivo do lápis azul lá para as bandas da Estação Velha!

Ao longo destes anos de governação, muito má por sinal, ainda não cumpriu uma só das imensas promessas. Aumentou o deficit quase para o dobro, a equipa joga sempre para não descer quando ao terceiro ano deveria estar a jogar para a europa, os atletas da formação não são aproveitados, são dispensados os melhores, casos de Licá, Gerso e Gonçalo, que por acaso, só por acaso, fazem parte do plantel do Estoril que se apurou para as competições europeias por classificação, os subsídios em atraso a massagistas e treinadores da formação são uma constante, sendo neste momento de 4 meses. Enfim, um rol de disparates e má gestão desportiva, que determina, sempre, má gestão financeira.

Sabemos que este é um emblema apetecível. Apesar de ter oaf, a Académica é muito mais do que o somatório das “gentes” que vão ao estádio.

Eu tenho confiança que os sócios irão optar pela SDUQ.

Parece-me que todos gostamos de fazer parte, por mínima que seja desta Instituição e, a cada momento, poder decidir do seu futuro, como nosso futuro colectivo.

Os exemplos de SAD falidas estão aí. Mas, atrevo-me a dizer, pior do que uma SAD falida, é vermos desmoronar perante os nossos olhos um sonho de uma vida.

A Académica é o nosso sonho, o sonho dos que nos antecederam, mas sobretudo, o sonho dos que ainda nem sequer sabem que sonham.

A única diferença, enorme diferença, entre SDUQ e SAD, é que a SDUQ é de todos e a SAD será só de alguns.

O respeito que é devido ao futuro, leva-me a pedir: por si, mas sobretudo pelos que “veem aí”, vote SDUQ!

Tenho a certeza que vai ficar em boa companhia!

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