Convento em Montemor-o-Velho recebe teatro, música e palestras até setembro

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O convento de Santa Maria dos Anjos, em Montemor-o-Velho, vai ser palco, de junho a setembro, de peças de teatro, espetáculos musicais e um ciclo de palestras, de acordo com a programação hoje divulgada.

A iniciativa, intitulada “Missão no Convento“, é promovida pelo Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho (CITEC), com o apoio da autarquia local e está integrada no projeto “Teatro e Comunidade“.

Começa no sábado com a primeira sessão das Conversas no Convento, ciclo que se inicia com uma palestra de Correia Góis, seguida de uma visita guiada ao monumento.

No mesmo local, domingo, às 21:30, decorre a apresentação do Auto da Índia, de Gil Vicente, pelo grupo de teatro Trailaró (Soure), fundado na década de 1970 e com trabalho regular desde 1995.

De 28 a 30 de junho, o CITEC estreia a versão teatral da obra “A Missão”, do escritor Ferreira de Castro, cuja trama decorre precisamente num convento, este francês, durante a II Guerra Mundial.

A apresentação, que assinala a 50.ª produção teatral do CITEC, foi concebida para ser representada nos claustros do Convento de Santa Maria dos Anjos “e pretende ser um contributo para a recuperação” daquele espaço “nobre” de Montemor-o-Velho, refere uma nota da produção.

O teatro regressa ao convento em julho, com cinco peças, e agosto (duas), terminando a programação com a reposição da peça “A Missão”, agendada para os dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro.

Depois da iniciativa de abertura, o ciclo de palestras continua a 12 de julho, com um encontro dedicado a Esther de Carvalho – “símbolo do inconformismo da mulher perante os cânones clássicos das leis sociais” – a atriz nascida em Montemor-o-Velho em 1858 e que veio a falecer no Brasil, país onde se radicou a partir de 1882.

A 21 de julho é a vez de António Pedro Pita promover uma conversa em torno do filme “Casablanca” e, em agosto, as Conversas no Convento centram-se na relação entre a arqueologia e o rio Mondego (dia 09) e a personalidade de José Galvão, antigo presidente da Câmara que dá nome à rua principal de Montemor-o-Velho, no dia 11.

As palestras continuam a 16 de agosto, num encontro com António Durães “à volta do seu trabalho na montagem do espetáculo de não encerramento de Guimarães, a dita capital da cultura”, refere a nota da organização.

A 18 de agosto, o mote para a reunião são os espaços de teatro em Montemor-o-Velho e, a 23, as Conversas no Convento encerram tendo por tema o teatro que se produz na região do Baixo Mondego.

Já no capítulo musical, as propostas incluem o “Canto e Guitarra de Coimbra” (06 de julho), um concerto pelo coro Vozes de Montemor e um tributo às orquestras da vila (dia 07) e um espetáculo do grupo Sax & Companhia, que junta uma voz feminina a um quarteto de saxofones, tendo por base o tango, a 17 de agosto.

 

Texto Agência Lusa

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