Opinião – Capitular? Não! Rebeldia? Sim! Eleições: desilusão

Posted by

Norberto CanhaNorberto Canha

Quem for proposto para candidato ou se se candidatar por iniciativa própria, ou através de um partido político então, tem que se comportar como um político e estabelecer um governo local de convergência e solidariedade. Tem de ter assim, como cidadão que tem que ser, os seguintes atributos: Fidelidade de um cão, resistência de um camelo, força e memória de um elefante, alegria e simpatia de um golfinho, inocência de uma criança.

Tem que saber, ou rapidamente aprender a: aglutinar, delegar, entusiasmar, assumir as responsabilidades… orientar, decidir, louvar… E desde logo, como regra do seu mandato e dos seus, que passa a exigir-se lealdade, trabalho, competência, mas que serão sempre julgados com compreensão e tolerância. Mas aquele que for desleal, desde logo mandá-lo regressar à sua proveniência. Em questões de lealdade nunca transigi. Frontalidade, dizer e ouvir a verdade, deverá ser um paradigma a estimular, respeitar se se quer governar bem.

Tinha isto escrito quando fiquei surpreendido, daí a desilusão do tema quando hoje, 14/04 )2013 li num jornal que o político da esperança se transformou no político do desespero e não contente com isso, agora, quer ser o político da desilusão ao lembrar o assassínio do rei D. Carlos, e aponta para o Presidente da República.

Lembro, hoje e aqui, que em Lourenço Marques, o colega e amigo Professor Pinto Teixeira quando contra determinado comportamento, determinado colega com um cargo mais elevado do que o meu utilizei determinados e quase todos os argumentos e ele disse-me: “o meu avô foi membro da maçonaria e da Carbonária (braço armado da Maçonaria)”. E foi a Maçonaria que mandou assassinar D. Carlos. “O meu avô ensinou-me que nunca se devem utilizar todos os argumentos contra ninguém, deve-se começar pelos mais fracos ou menos comprometedores e vai subindo até se calar ou dar por vencido; os outros guardam-se para outra ocasião”.

Como eu sou diferente, nunca guardo rancor, não voltarei à carga. Isto foi uma desilusão. Não esperava isto e de tal político pois começo a interrogar se o seu comportamento não será uma instrução velada dada à Maçonaria. Não tanto para eliminar fisicamente, mas sim, politicamente. É uma insensatez. Os políticos, com os comportamentos que têm tido salvo raras excepções são uns irresponsáveis e continuam a sê-lo, donde a necessidade de descentralizar o poder e os métodos começando pela aldeia, vila, cidade… mundo.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.