Relatório alerta para potencial crescimento da economia paralela em Portugal

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O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2012 alerta para o potencial crescimento da economia paralela, que se traduz numa “ameaça real às receitas do Estado português”.

Este crescimento da economia paralela torna “particularmente relevante a prevenção e o combate a ilícitos como a fraude e a evasão fiscal”, adianta o RASI.

O documento indica que “a conjuntura económico-financeira recessiva e as vulnerabilidades daí decorrentes potenciaram, em 2012, a exploração ilícita de alguns nichos de mercado específicos, que se assumem, cada vez mais, como oportunidades apelativas para o crime organizado, designadamente em áreas como a consultoria financeira ou a concessão fraudulenta de crédito”.

Ao mesmo tempo, segundo o relatório, “as dificuldades no acesso ao crédito e a falta de liquidez verificadas em vários setores de atividade, concorreram para uma maior abertura dos agentes económicos nacionais face a investimentos com origem potencialmente ilícita ou de contornos fraudulentos”.

No capítulo sobre a “análise das principais ameaças à segurança interna”, o RASI refere também que a “pressão securitária ao nível da ciberameaça manteve-se num nível elevado”, destacando o aumento da capacidade dos chamados hacker e o recrudescimento das ameaças diretas sobre os serviços de banca online, com a introdução no “mercado negro” de várias ferramentas automáticas de ataque.

Nesse sentido, salienta “o nível de ameaça global sobre os dispositivos móveis e as redes sociais, em particular ao nível do roubo de dados, num contexto de sedimentação dos serviços de computação distribuída.

O RASI acrescenta também que Portugal, devido à sua posição geoestratégica, continua a ser percecionado, por diversas estruturas criminosas transnacionais, como um território com “elevado potencial para o trânsito de diversos produtos e bens traficados e contrabandeados”.

De acordo com o relatório, “as infraestruturas portuárias e aeroportuárias emergem como pontos privilegiados da fronteira externa da União Europeia e permanecem alvos privilegiados do crime organizado para, através da identificação e aproveitamento de eventuais vulnerabilidades, procederem à introdução e escoamento de bens de natureza ilícita”.

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