Regressaram os roubos aos depósitos de combustível de autocarros de Castelo de Paiva

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gnr221

Dois autocarros que operam em Castelo de Paiva registaram na última quinzena novo roubos de combustível e, embora a GNR verifique uma diminuição nesse tipo de crime, continua a recomendar o estacionamento em locais bem iluminados e com movimento.

Os meses de setembro e outubro de 2012 foram os mais férteis em assaltos a depósitos de combustível, mas, após um início de ano sem queixas, no segundo fim de semana de março foram roubados cerca de 50 litros à viatura de uma empresa que trabalha em Castelo de Paiva e, esta semana, desapareceram em Pedorido mais 200 litros de um autocarro da Auto-Viação Almeida & Filhos, do grupo Joalto Douro.

Para o tenente-coronel Manuel Afonso, do comando de Aveiro da GNR, a diminuição do número de ocorrências significa que “o policiamento realizado acabou por surtir algum efeito”, mas também cabe aos proprietários das viaturas zelarem pela sua segurança.

“Quando for inevitável o estacionamento na via pública, devem deixar as viaturas em locais com movimento e boa luminosidade”, declarou o tenente-coronel à agência Lusa. “Se deixarem o carro num sítio sem luz, claro que os presumíveis autores do furto terão mais facilidade em atuar”, acrescentou.

Dinis Pereira, diretor de exploração da Joalto Douro, admitiu que em 2012 a situação “era mais preocupante” porque, entre Castelo de Paiva e Baião, terão furtado aos autocarros da empresa cerca de mil litros de combustível – sem contabilizar o prejuízo da “chapa cortada para [os ladrões] acederem aos depósitos”.

O furto desta semana não terá, contudo, consequências relevantes ao nível dos equipamentos em circulação, já que, dos 120 autocarros que integram a frota da Joalto Douro, “uns 100 já estarão equipados com proteção adicional na zona do depósito de gasolina”.

Outra empresa que vinha registando roubos de combustível nos seus autocarros é a Auto-Viação Feirense, mas, segundo o gerente da firma, nesses “dois ou três casos” só estarão em causa “uns 200 a 300 litros de gasóleo”.

“Não dá para controlar este tipo de situação e a GNR também não tem grande coisa que possa fazer por nós”, comenta Joaquim Couto. “O prejuízo maior deve ser para os passageiros, porque o motorista só nota que tem o depósito vazio quando liga o motor e as pessoas, depois, não podem começar a viagem enquanto não mandarmos para lá outro carro”.

Para a Auto-Viação Feirense, que vinha enfrentando esse problema nas localidades de Pedorido, Labercos, Castelo de Paiva e também no concelho de Ovar, a solução foi adaptar os depósitos das viaturas de forma a dificultar a tarefa aos ladrões.

“Tivemos que nos prevenir e começámos a fazer, aqui na nossa oficina, umas peças em rede de ferro para instalar na entrada dos depósitos”, explica o gerente da casa. “Podem não resolver tudo, mas complicam mais a vida a quem andar a mexer no que não deve”.

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