Opinião – Capitular ? Não! Rebeldia? Sim! Estou perplexo!

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Norberto CanhaNorberto Canha

Estou perplexo! O senhor Presidente da República insiste em investir mas não diz onde ir buscar o dinheiro.

O senhor Primeiro-Ministro quer fazer passar uma mensagem de esperança mas cada vez mais aumentam os impostos e cada vez menos são as receitas.

Os políticos atiram-se ao Governo, como gatos a bofe, mas enquanto lá estiveram, desde 1975, nada fizeram pelo crescimento económico do país – destruíram a agricultura e pescas, a indústria… o funcionamento do Estado e até a Justiça. Mereceria respeito e credibilidade, pela sua isenção e rapidez de actuação e hoje, pela sua morosidade, e pelo que passa para o exterior, apresenta-se uma justiça – que espero não seja verdade – a justiça dos poderosos que se arrasta indefinidamente até falirem as empresas, morrerem as testemunhas… ficarem isentos os culpados.

A classe média suporta todos os desaforos de quem serve a justiça… mas não recorre à justiça por não ter meios para suportar os encargos resultantes da morosidade do seu funcionamento.

Digam. Apontem. Quais são as empresas de êxito criadas pelos políticos?

Como é que os políticos se podem aperceber das consequências dos seus actos se no Conselho de estado não tem assento um industrial, um agricultor, um sindicalista. Lá, só têm assento os políticos que claramente desconhecem a realidade vivida e que a cada instante se deteriora. Como é que quem tem iniciativa e ousa vai criar emprego se os operários consideram e tratam o patrão não como um amigo – que lhes enche a casa de fartura – mas como um inimigo que é preciso destruir. Não trabalham tanto como poderiam trabalhar, mas sim, menos do que lhes compete trabalhar. E se a empresa caminha para a insolvência em vez de apoiarem os patrões e procurando um entendimento para que a empresa persista, ainda fazem grave e para apreçar a sua destruição.

Os operários ainda não entenderam que ninguém manda embora um trabalhador desde que seja leal, e trabalhe enquanto tiver meios para lhe pagar. O empresário é que passa noites a fio, sem dormir, à procura de soluções. Ponha-se no lugar desse empresário e pensem no seu sofrimento ao verem que vai ser encerrada uma empresa que criaram ou deram o seu entusiasmo e vida.

Por vezes essas empresas podiam ter solução. Mas as indemnizações são de tal monta que impendem a sua recuperação.

Mas quem lê e ouve, a imprensa, os políticos, os comentaristas, os economistas – só chicotadas a quem tem o poder. Isto é: governem. Não há qualquer solução construtiva e neste desencontro vai-se cavando a nossa ruína.

Estou perplexo.

E para acabar com a minha perplexidade como procederia se me candidatasse a uma autarquia, uma vez que sou defensor do poder partilhado e não do poder concentrado como hoje está a acontecer que acaba por estar subordinado ao poder do capital “mundis mundi”. Versarão assim os próximos artigos sobre esse proceder. 16-01-13

 

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