Opinião – Assim se vencem eleições

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Paulo Almeida DRPaulo Almeida

O Decreto-lei n.º 10/2013, de 25 de Janeiro, entra em vigor no dia 1 de Julho de 2013 e vai ser aplicado às sociedades desportivas que pretendam participar em competições profissionais na época desportiva de 2013/2014. Faltam cerca de 3 meses para decidir e na passada sexta-feira ocorreu um debate promovido pelo Conselho de Veteranos da AAC-OAF. Para quem, como eu, estava impedido de comparecer, ficou satisfeito por saber que este debate em que se discutiu a transformação da Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) em Sociedade Anónima Desportiva (SAD) ou numa Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), foi aberto ao público e teve cobertura noticiosa, o que ainda não tinha acontecido. Só por isso, o Conselho de Veteranos está de parabéns.

A democracia exercita-se, vive-se, e os Veteranos não parecem estar esquecidos dela ao contrário dos outros órgãos da AAC-OAF, de quem pouco ou nada se ouve acerca da matéria. Faltando tão pouco tempo para a entrada em vigor do diploma legal em causa, continuamos sem saber qual a opção que a actual direcção que gere o clube vai propôr em Assembleia Geral. Apesar dos rumores sobre a preferência dos senhores directores recair a favor da SAD, mantêm-se secretas as identidades dos accionistas, bem como qual a percentagem de participação que o clube irá deter nessa sociedade. Não menos importante é saber o que vai ser dito, se é que alguém consegue dizer alguma coisa, sobre o reflexo contabilístico dos 200 mil euros que a Académica, em 1.ª instância, foi condenada a pagar ao Estado por causa dos actos do ainda presidente da direcção do clube. Bem como dos cerca de 4 milhões de euros que por este foram recebidos de um único empresário.

Seria igualmente fulcral saber quem efectivamente detém créditos, de origem criminosa ou outra, sobre o Organismo Autónomo de Futebol da AAC. Todos os cêntimos têm uma causa, uma origem, e só esclarecendo é que será possível arranjar interessados no capital social da futura SAD, se for essa a opção adoptada. Neste momento, parece-me a mim que os únicos interessados possíveis só podem ser os que pretendem lavar o passado. Um passado manchado pela corrupção e milhares de euros depositados em contas pessoais directamente destinados a financiar campanhas eleitorais, conforme se revelou provado em Tribunal, não devia constar do passado, ser presente e muito menos possibilidade de futuro da Académica.

Em virtude da necessária adopção de um dos possíveis modelos societário, seria de esperar que houvesse há muito um debate público que não se centrasse apenas na opção SAD versus SDUQ. O Conselho de Veteranos sabe como ninguém que está em causa uma instituição ímpar no país. Todos os sócios e adeptos da Académica merecem o respeito de todos os órgãos e deveriam poder conhecer os projectos que a direcção tem para o clube, pelo menos um para cada modelo societário. Especialmente para quem não esteja, por uma ou outra razão, impedido de participar em Assembleias Gerais da AAC-OAF, apelo a que se informe e não deixe de ir votar.

 

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