O lugar onde as cervejas tinham nome de pedras preciosas

Posted by
Foto Carlos Jorge Monteiro

Foto Carlos Jorge Monteiro

“Um incêndio deflagrou esta tarde nas instalações da antiga fábrica de cerveja de Coimbra, na Pedrulha, na periferia norte da cidade”. Assim soava – frio – o relatório de ocorrências do dia, transmitido pelos Bombeiros Sapadores de Coimbra a 22 de outubro de 2010.

O sinistro ocorreu há cerca de dois anos e meio e pouca história teve. Embora algumas das paredes da antiga indústria fossem revestidas de material inflamável (cortiça e alcatrão), pouco já havia para arder naquele dia, entre o amontoado de entulho que ocupa os dez hectares de arqueologia industrial.

A verdadeira destruição tinha ocorrido cerca de uma década antes, com a fábrica de Coimbra a sucumbir à voragem dos tempos, à competitividade do mercado e ao implacável desenvolvimento tecnológico.

Carlos Marques trabalhou na fábrica, como fiel de armazém, desde o primeiro dia de setembro de 1974 e até ao último de 2001.

Entrou na empresa numa época áurea, de grande atividade e bons lucros, mas um quarto de século depois reconheceu que “Coimbra não podia competir com Vialonga: lá é que está a área e todas as infraestruturas”. Assim reconhece que o encerramento determinado pelo grupo cervejeiro à época foi a melhor decisão: “se fosse eu a mandar até teria sido mais cedo”, confessa.

Notícia completa na edição impressa

One Comment

  1. RICARDO AMARO says:

    PASSEI 7 ANOS DA MINHA VIDA E HOJE AINDA TENHO SAUDADES DAQUELE TEMPO…… GRANDES AMIGOS LÁ FIZ
    UM ABRAÇO A TODOS
    RICARDO AMARO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*