Ceres: “Vivemos aqui tantos dias”

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Foto Luís Carregã

Foto Luís Carregã

A corrente do portão principal parecia não querer ceder à força dos antigos funcionários da cerâmicaCeres”. Mas a vontade de conhecer o estado das instalações foi mais forte e Apolino Simões, Abílio Esteves, José Ribeiro e Emília Sousa lá regressaram a um espaço que foi a sua casa durante algumas décadas. José Ribeiro, um dos mais antigos funcionários, foi dos primeiros a entrar, seguido logo depois dos restantes.

Depois de darem uma olhada para o exterior do edifício, os quatro ex-funcionários entraram na área administrativa. Os vidros partidos são o primeiro sinal de que muitas outras surpresas se seguiriam. Chegados à sala administrativa, depararam-se com muitos papéis espalhados pelo chão. Numa caixa, Apolino Simões repara que estão recibos de vencimentos. “Vê lá se estão aí os papéis dos nossos subsídios”, pediu José Ribeiro, que ainda chegou a pegar na resma, mas o muito pó acumulado levou-o a abandonar, em conjunto com os outros, essa busca.

O mesmo já não aconteceu quando entraram no arquivo. Um piso abaixo da parte administrativa, as pastas com faturas e outra documentação estavam amontoadas ao longo do espaço. Mas houve algo que lhes chamou a atenção: as fichas de funcionários. Os quatro remexeram nos papéis, mas a única coisa que encontraram foi o cartão relativo ao cunhado de Emília Sousa. “Vou levar para mostrar à minha irmã”, disse aos restantes elementos que a acompanharam neste regresso ao passado.

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