Cerâmica Arganilense ao serviço da cultura

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Dedicada à indústria da telha e do tijolo, a “Fábrica da Telha” recebeu centenas de trabalhadores que, segundo a Comarca de Arganil Digital, eram provenientes sobretudo de localidades das freguesias dos concelhos de Arganil e Góis, e que se deslocavam para o local de trabalho “a pé ou de bicicleta, e depois de motorizada”, cada um “acompanhado do respetivo almoço, num cesto de verga”.

Por esta empresa passaram vários gerentes, nomeadamente César Teixeira, de Casal de S. José, e os irmãos José e Ricardo Marques dos Santos, de Meda de Mouros, tendo tido como último gerente Anselmo Rodrigues Carvalho, já falecido.

Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Valdemar Castanheira, que foi funcionário desta fábrica desde os 14 anos de idade, e ao longo de cerca de 50 anos, contou que, entretanto, algumas pessoas estiveram à frente da empresa até esta cessar a laboração definitivamente, não conseguindo mantê-la em atividade.

Foi em 1992 que fechou as portas, tendo a Câmara Municipal de Arganil adquirido os respetivos terrenos dois anos depois. “Decorreram 18 anos entre a compra das instalações e a concretização desta obra”, disse o presidente da Câmara de Arganil ao DIÁRIO AS BEIRAS, esclarecendo que “houve vários projetos que nunca conseguiram ser concretizados, como o Museu do Bombeiro. Finalmente recuperámos um património que estava completamente devoluto e em vias de colapsar”.

Lurdes Gonçalves

Notícia completa na edição impressa

One Comment

  1. uma grande obra , recomendo vivamente , um local onde se sente historia misturada com nostalgia tempos passados

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