“Só tenho a dizer bem da Figueira da Foz” (com audio)

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09 Jorge Pelicano pac (6)

 

Depois do multipremiado “Ainda há pastores?”, voltou a surpreender com “Pare, Escute, Olhe”. O que é que se segue?

Em 2012 dediquei-me mais à SIC, de onde acabei de sair para a trabalhar na produtora Até ao Fim do Mundo, que me vai permitir outro tipo de trabalhos. Tenho uma série de documentários biográficos sobre algumas figuras importantes do 25 de Abril. Vou, portanto, abrir um bocado mais os meus horizontes.

Ou seja, vai fazer aquilo que sempre quis fazer – ser realizador.

Sim. É um caminho natural. A televisão foi extremamente importante. A televisão é o primeiro passo para quem quer ser realizador e apostar na área cinematográfica.

Para quando a ficção?

É algo que não me tira o sono. Nos próximos anos vou dedicar-me aos documentários. Nesta área ainda há muitas coisas por fazer, em Portugal, e eu tenho de me especializar nos documentários. É mais fácil especializar-me em documentários do que em cinema. A ficção vai acontecer naturalmente. Também saí da SIC a pensar nisso, ou seja, fazer ficção, dentro de cinco, seis anos.

É um realizar de documentários de causas?

No segundo documentário houve uma causa muito importante (o fim da Linha do Tua). Na altura havia essa necessidade. “Pare, escute, olhe” era aquilo que eu achava que o país devia fazer, ou seja, parar, escutar e olhar, porque este país caminhava para uma situação catastrófica, e foi isso que aconteceu. (…) Há claramente uma mensagem política, porque não há documentários interventivos, em Portugal.

A Figueira da Foz tem sido uma boa mãe ou uma má madrasta?

Não tenho razões de queixa. Eu é que tenho de fazer mais pela Figueira. Nós, os figueirenses, é que temos de fazer mais por nós e pela sua terra, não é a nossa terra que tem de fazer mais por nós. Tenho visto o meu trabalho reconhecido na minha terra. Apresentei cá os meus documentários e há relativamente pouco tempo fui homenageado pela câmara e no Casino Figueira. Portanto, só tenho a dizer bem (da Figueira da Foz). Partimos para outros sítios, mas isso não significa que tenhamos de esquecer a nossa terra.

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