Sindicato rejeita alterações ao controlo de assiduidade de trabalhadores do hospital de Coimbra

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O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (STFPS) do Centro rejeitou hoje alterações ao controlo de assiduidade dos assistentes operacionais do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), alegando prejuízo para estes trabalhadores.

Em comunicado, o sindicato afirma ter sido informado que “o sistema de controlo de assiduidade registaria somente sete horas de trabalho diário, não sendo permitido proceder a ‘picagens’ na hora de saída para almoço, nem de entrada após este período”.

Esta medida, a vigorar “em especial no turno das 08H00 às 16H00”, foi comunicada à organização sindical pelo enfermeiro-diretor do CHUC, e justificada “com o facto de não existir jornada continua para os assistentes operacionais, ao contrário do que sucede com o pessoal de enfermagem”.

O STFPS-Centro, “sem prejuízo das iniciativas a desenvolver em conjunto com os trabalhadores”, aconselhou “todos os assistentes operacionais de ação médica que laboram por turnos a não procederem de forma diferente do que têm feito até aqui, sem que sejam notificados por escrito” de uma alteração que “é da responsabilidade do conselho de administração” dos CHUC, a que preside o médico José Martins Nunes.

Segundo o departamento de informação do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro, o comunicado foi distribuído aos trabalhadores do Centro Hospitalar.

A aplicação da medida “coloca em causa o direito ao horário de trabalho dos funcionários e, na prática, faz com que os trabalhadores trabalhem oito horas, sendo-lhe averbadas somente sete, roubando-lhes a contagem de uma hora diária de serviço”, acusa.

“Se os trabalhadores se ausentarem das instalações na hora de almoço, e não havendo o registo de saída, ficam a descoberto de qualquer seguro de acidentes de trabalho dado que, para todos os efeitos, o registo pontométrico, ao não permitir o registo de saída na hora de almoço, faz com que legalmente estejam ao serviço e, por isso, sujeitos a procedimentos disciplinar por abandono do local de trabalho”, realça a nota.

Para o sindicato, “o verdadeiro objetivo desta medida não é mais do que aumentar em uma hora diária o horário de trabalho dos funcionários contando-lhes apenas sete horas”.

A agência Lusa tentou obter uma reação da administração do CHUC, o que ainda não foi possível.

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