Reitores quiseram ouvir do ministro as ideias quanto à rede universitária e às carreiras académicas

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140108 UNIVERSIDADE DE AVEIRO LUIS CARREGA

Os reitores e conselheiros das universidades portuguesas quiseram hoje ouvir as ideias que o ministro da Educação, Nuno Crato, tem para o futuro do ensino superior, nomeadamente quanto à rede universitária e às carreiras académicas.

O encontro, realizado por iniciativa do reitor da Universidade de Aveiro, Manuel Assunção, e pelo presidente do seu conselho geral, o empresário Alexandre Soares dos Santos, visou perspetivar o ensino superior a médio prazo e a forma de ultrapassar os seus constrangimentos.

“Temos de pensar que há questões que têm de ser discutidas, apesar da dificuldade do momento presente, para termos uma sustentabilidade melhor para os anos que vêm, e não podemos ficar reféns do curto prazo”, disse aos jornalistas o reitor da Universidade de Aveiro, Manuel Assunção, sobre os objetivos do encontro.

Tratou-se da primeira reunião conjunta do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e dos presidentes dos conselhos gerais, com a participação do ministro da Educação e do secretário de Estado da Educação e Ciência.

“Tentou-se identificar quais eram as questões-chave e os nós górdios do sistema de ensino superior, e estamos a trabalhar em conjunto para os resolver. Fez-se uma identificação exaustiva dos vários problemas: a restruturação e racionalização da rede de ensino superior, o estatuto da carreira universitária, e a internacionalização das universidades portuguesas”, esclareceu o reitor anfitrião.

O objetivo, segundo o reitor anfitrião, não era “trazer soluções”, mas sim “ouvir algumas ideias do ministro e do secretário de Estado, que estão ainda a ser estruturadas na proposta de Lei que fará o seu caminho na Assembleia da República, e permitir aos membros do Governo “colherem o sentir” das universidades e dos presidentes dos conselhos gerais.

“Há questões essenciais de médio prazo que não se podem deixar de tratar, sob risco de vivermos constantemente numa reinvenção do presente, em vez de uma construção do futuro”, justificou.

Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual apresentação de queixas ao ministro, pelas universidades, Manuel Assunção respondeu que a constatação das dificuldades por que as universidades passam, à semelhança de outras instituições do país, tem sido tratada em sede própria.

“O que sabemos hoje é o que foi acordado com o Ministério da Educação, na sequência da afirmação das necessidades e constrangimentos que as universidades estavam a passar, e houve um reforço orçamental que vai ser cumprido e é com esse cumprimento que vamos viver este ano”, precisou.

 

Autor: Agência Lusa

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