Quase metade das câmaras muda de mãos em 2013

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ELEICOES LC

Quase metade dos atuais presidentes de câmara está impedido por lei de se recandidatar em 2013 ao mesmo município e durante este mandato foram quinze os autarcas impedidos de se recandidatarem que já cederam o lugar a outros.

Dos 308 presidentes de câmara do país, há quase 150 impedidos de uma recandidatura pela lei que limita ao máximo de três os mandatos que um presidente pode desempenhar no mesmo município, muito contestada pela generalidade dos autarcas.

Em 2013, o PSD terá de escolher novos cabeças-de-lista para 61 das suas atuais 117 câmaras e o PS vai mudar em 56 dos seus 132 concelhos. A CDU tem de alterar quase metade (12) das suas 28 câmaras, o que acontece também em cerca de metade dos 22 municípios onde o PSD venceu nas últimas eleições em coligação com o CDS-PP.

Dos sete municípios independentes, há cinco que vão mudar de dirigente e a presidente Ana Cristina Ribeiro terá de deixar Salvaterra de Magos (Santarém), a única câmara do Bloco de Esquerda.

Entre os presidentes que saem, há dois que dirigem as respetivas câmaras desde as primeiras eleições locais democráticas, em 1976: o socialista Mesquita Machado (Braga) e o social-democrata Jaime Soares (Vila Nova de Poiares – Coimbra) estão a meio do 10º mandato.

Na lista dos mais antigos, seguem-se três autarcas da CDU no nono mandato: António Lopes Bogalho, em Sobral de Monte Agraço (Lisboa), António José Ganhão, em Benavente (Santarém), e Sérgio Carrinho, na Chamusca (Santarém), também têm de ceder os seus lugares.

Os socialistas Mário de Almeida, em Vila do Conde (Porto), e Rui Solheiro, em Melgaço (Viana do Castelo), saem no final do oitavo mandato.

Na reta final estão ainda os sociais-democratas Rui Rio e Fernando Seara (ambos no 3.º mandato), que não se poderão recandidatar ao Porto e a Sintra, respetivamente.

Também Isaltino Morais (7.º mandato) terá de deixar a presidência de Oeiras, Valentim Loureiro (5.º mandato) não se poderá recandidatar a Gondomar e o atual presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas (6.º mandato) deixa a presidência de Viseu.

Além destes, 15 presidentes que já não se poderiam recandidatar em 2013 saíram a meio dos respetivos mandatos, entre os quais os ex-presidentes da Câmara do Fundão (PSD), Manuel Frexes, que deixou o cargo para ocupar um lugar na administração das Águas de Portugal, o de Coimbra (PSD), Carlos Encarnação, e o de Cascais (PSD), António Capucho.

Só no último ano, deixaram as respetivas autarquias cinco “dinossauros”.

Em Serpa, o “histórico” ex-presidente da Câmara João Rocha (CDU), eleito pela primeira vez em 1979, cumpriu o nono mandato consecutivo até final de outubro de 2012, em Montemor-o-Novo, Carlos Pinto e Sá deixou a presidência em dezembro de 2012 após quase 20 anos, e em Grândola (PS), Carlos Beato, no final do terceiro mandato, saiu da presidência no início deste ano.

Fernando Melo (PSD), presidente de Valongo durante quase cinco mandatos, deu lugar no final de maio de 2012 ao vice-presidente da autarquia, João Paulo Baltazar, e Francisco Tavares (PSD) deixou a câmara de Valpaços em janeiro deste ano após 27 anos na presidência.

 

Agência Lusa

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