Organizações ambientalistas aplaudem aprovação histórica da reforma da política de pescas da UE

Posted by
DR

DR

A OCEAN2012, que reúne organizações ambientalistas da Europa, congratulou-se hoje pela aprovação “histórica”, pelo Parlamento Europeu, da reforma da Política Comum de Pescas (PCP), salientando que contribui para a recuperação dos “stocks” marinhos.

“A Política Comum de Pescas tem fracassado durante décadas ao não conseguir impedir a sobrepesca, mas hoje 502 membros do Parlamento Europeu apoiaram a recuperação dos ‘stocks’ marinhos até 2020”, diz um comunicado da coligação de 178 organizações de toda a Europa.

O Parlamento Europeu aprovou hoje, em Estrasburgo, uma proposta de reforma da PCP, que proíbe a sobrepesca e as devoluções ao mar, obrigando ao desembarque de todas as capturas.

A resolução legislativa, aprovada por 502 votos a favor, 137 contra e 27 abstenções, quer garantir a sustentabilidade ambiental, económica e social do setor e a promoção da pesca costeira e artesanal, tendo em conta as especificidades das regiões ultraperiféricas.

A decisão do Parlamento Europeu veio estabelecer “metas ambiciosas” para a recuperação dos “stocks” marinhos no futuro, referiu Gonçalo Carvalho, da OCEAN2012, citado no comunicado.

“A votação transmite uma mensagem muito clara aos ministros europeus das pescas que, nas futuras negociações relativas à reforma da PCP com o Parlamento, terão de considerar pôr fim à sobrepesca na União Europeia mais cedo do que gostariam”, realça a informação da OCEAN2012.

O Parlamento Europeu defendeu que as devoluções – a prática de lançar ao mar peixes cuja captura não é pretendida, porque a quota da embarcação foi ultrapassada ou porque o pescado tem dimensão abaixo do permitido – deverão ser gradualmente eliminadas.

Os eurodeputados consideraram ainda que as devoluções constituem um desperdício de recursos alimentares e têm repercussões negativas na sustentabilidade, além das perdas económicas envolvidas.

A proposta de reforma da PCP inclui metas e calendários para acabar com a sobrepesca, que afeta 82% das unidades mediterrânicas e 63% das unidades atlânticas, e repor os “stocks” em níveis sustentáveis.

Com a nova política, que deverá ser aplicada a partir de 2014, os totais admissíveis de capturas passarão a ser obrigatoriamente fundamentados em pareceres científicos.

 

Autor: Agência Lusa

One Comment

  1. Jose vieira says:

    A proposta que a Associação Portuguesa de Xavega apresentou ao governo português vem ao encontro das pretensões da politica comum das pescas. No entanto que faz o governo português ? Começa uma campanha para mudar nossos hábitos alimentares, baseado em que ? Eu presidente da associação vos digo baseado em nada, nem um estudo, nem estatística, nem sequer ciência . Dos poucos estudos que há a xavega tem a taxa mais baixa de rejeições. Nossa proposta levava rejeições para muito perto do zero . Então senhor secretario de estado do mar que anda a fazer?

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*