Opinião – Descalabro social

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LUCÍLIO CARVALHEIROLucílio Carvalheiro

As barreiras– ética, moral, honradez – que foram eficazes para qualquer vaga destruidora que ameaçasse a vivência social (civilizacional) , são agora objecto de assédio dissolvente; tudo em nome da «festa legal».

Uma «festa legal» que vai corroendo as trincheiras da sociedade civil, que tem levado ao desmoronamento acelerado da família, célula estrutural, à desorientação dos Governos, ao consumo elevado das drogas, ao cada vez maior número de suicídios, ao progresso da pornografia material, prostituição, acabando na inevitável pornografia mental, prostituição do intelecto.

A tecnoestrutura legal habitua-se a viver no imediato, dia-a-dia, insultando, cada vez mais frequentemente, os sacrifícios das populações.

Os bailes, nesta «festa legal que se repete sem disputa, o cosmopolitismo, o aparato exterior, a imagem destruidora que as crónicas divulgam (os Relvas, os Frankelins, os Ulriches, os Ricardos, os..os..) dão o sentimento nos que gastaram a vida no serviço honradez, ético, moral, que estão desamparados da vida civil, quando as suas autoridades naturais são substituídas pelo «é legal» sendo que, amanhã, outro legal caucionará outro qualquer atropelo à moral, à ética.

Sem o sentido de honradez, ético, moral, vive-se no totalitarismo, na sua pior forma, que é o totalitarismo despótico intelectual que se implanta sobre uma sociedade civil conturbada prestes à rendição total – o descalabro social.

Ignora-se, escarnece-se, persegue-se, humilha-se quem privilegia nos seus actos e formas de estar, a honradez, a moral a ética, mas não melhoram em nada a vivência social, nem distribuem mais bem-estar psíquico, nem material, porque só conseguem que, em tudo, tenhamos menos.

E todos sabem que a apregoada “reforma de mentalidades e de vida” não é nada disso. A demonstração é ociosa. Não vale a pena esse esforço.

Pois bem. Destruindo-se as bases da substância da Sociedade Civil, numa palavra «CONFIANÇA», a questão não é de moralidade paroquial, é de natureza política, respeita a qualidade de vida que asseguram a sustentação dos valores individuais: na família, nas empresa, nas universidades, na Aldeia, no Bairro, na Cidade, no País.

Assim, a autoridade natural do “Governo de cada um” só não permite prever que a «Revolução Social» pode ser também um dos frutos dessa coação do que é legal está, sem mais, justificado.

Ora, para permitir o refluir aos valores éticos, morais e impedir o descalabro social, bastará não temer as ameaças legais – «festa legal» – porque estas são mutáveis, instáveis e os valores são persistentes , são perenes.

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