Opinião – A montanha pariu um rato

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LUIS SANTARINOLuís Santarino

“Eu não concebo a liberdade sem a ordem, nem a ordem sem a liberdade”! Almeida Garrett, 1846, durante a revolta popular “Maria da Fonte”.

 

No dia 10 de Fevereiro, Coimbra poderia ter ficado para a história, num momento difícil para os cidadãos. Esperava-se do Partido Socialista uma dimensão diferente…porque a unidade estava aí!

O que ficou ou irá ficar conhecido, como e por “documento de Coimbra”, poderá não passar de um mero amontoado de palavras.

A pouca importância do “day after”, demonstra-o”!

O Partido Socialista de Coimbra poderia ter dado o mote para um renovado tipo de oposição. Normalmente rebelde, tornou-se anormalmente seguidista e calculista. É o que pode arranjar”!

A Coimbra, aos militantes socialistas e aos que esperavam algo de diferente, bastou-lhes a desilusão. É da vida. Quando se nasce torto tarde ou nunca se endireita!

Ontem como hoje, como amanhã e mais do que nunca, o Partido Socialista tem uma oportunidade única para marcar a diferença e um distanciamento real da política do governo.

O refúgio em argumentos internos não colhe. Uma discussão séria e participada deveria ter sido o mote para o trabalho coletivo.

Ficou tudo na mesma? Ficou tudo diferente? E a diferença, piora? Parece-me que ninguém sabe, mas podemos calcular!

A “montanha pariu um rato”!

António José Seguro está metido numa “camisa de onze varas”! Terá de vencer as eleições autárquicas para que os críticos o não queiram apear. Algumas das escolhas, baseadas em “amizades” ou em “sondagens marteladas”, poderão trazer-lhe grandes amargos de boca. É que em política, o que parece é!

Vai ter de se preparar para se defender e isolar, a rafeiragem manhosa e pulguenta que, a troco de uns pretensos votos, estará na primeira linha da traição.

Vai ter de se habituar a só abraçar gente que apareça de manga curta!

Até lá, até Outubro, tem de escolher e aliar a quem lhe quer bem. Não me parece que consiga conciliar o inconciliável – não sabendo eu o que para ele é o inconciliável -!

Uma nova forma de intervir na sociedade, propostas claras ao avanço da hostilidade do governo, baseada numa comunicação eficiente e eficaz demonstrativa de uma vontade e capacidade inolvidável, determinará o seu futuro.

Não é mau ter oposição ou opositores. Bem pelo contrário! O que é mau, mesmo muito mau, é confiar o destino a gente, a uma ralé, que se vende por um “prato de lentilhas”.

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