Economia social vale 5% do emprego gerado em Portugal

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O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social considerou hoje que a economia social tem um “novo papel no desenvolvimento do país” ao representar cerca de 5% do emprego gerado em Portugal.

Marco António Costa realçou, por isso, o “empenho total e absoluto do Governo nesta matéria”.

Durante muitos anos, “a economia social foi desconsiderada e compreendida como um filho menor dentro dos vários setores da atividade económica”, mas hoje representa “mais do dobro do emprego [do gerado] nos setores financeiro e bancário e contribui “com mais de 3% para o valor acrescentado bruto da economia portuguesa”, frisou o governante.

Ainda segundo Marco António Costa, ao contrário de outros setores, que se retraem em tempo de crise, a economia social “alarga ainda mais os seus horizontes e aprofunda o seu trabalho”, o que justifica este esforço por parte do Governo.

E, neste contexto, surge o cooperativismo que é sinónimo de “produtividade e desenvolvimento económico e social”, porque, além de promover o incremento de várias atividades, “é uma fonte de criação de postos de trabalho e de riqueza”, realçou ainda o governante, que falava na Póvoa de Varzim, à margem de uma conferência sobre o código cooperativo.

Considerando estas estruturas de “extrema importância”, Marco António Costa assegurou que o Governo “tudo está a fazer para lançar em Portugal uma nova vaga de cooperativas”.

Para fundamentar o empenho do Governo nesta área, o secretário de Estado apontou como exemplo o Programa Impulso Jovem, que inclui medidas de acesso a uma “linha de crédito com vista à concretização de ideias de negócio”, quer através do microcrédito ou do Coopjovem, que é um instrumento de apoio financeiro para jovens que pretendam criar e desenvolver caminhos profissionais em espírito de cooperação.

Ainda neste âmbito, Marco António Costa disse ainda que o Código Cooperativo será revisto, porque é um documento “com mais de 20 anos” que não estimula a criação de novas cooperativas nem ajuda a manter as existentes.

Autor: Agência Lusa

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