Cirurgião Manuel Antunes defende substituição das taxas moderadoras por copagamentos

Foto de Luís Carregã

Foto de Luís Carregã

O cirurgião Manuel Antunes defendeu esta segunda-feira, em Coimbra, o fim das taxas moderadoras e a introdução de copagamentos no Serviço Nacional de Saúde.

“As taxas moderadoras deviam desaparecer. Defendo os copagamentos, excluindo para as pessoas que não podem realmente pagar”, afirmou Manuel Antunes, considerando que, se assim não for, os impostos terão de “continuar a subir”.

“Um país que já não consegue dar o pão de cada dia aos seus cidadãos, não pode dar cuidados de saúde”, sustentou o catedrático e diretor do Centro de Cirurgia Cardiotorácica da Universidade de Coimbra, que falava na conferência sobre saúde e segurança social “O Estado pode continuar a tratar de nós?”, promovida pelo semanário Expresso, no âmbito do seu 40.º aniversário.

“Os cuidados de saúde são muito caros e nos últimos 25 anos” o seu custo tem aumentado, em média, na generalidade dos países, “o dobro da inflação”, disse Manuel Antunes, referindo que advoga para a saúde “o mesmo princípio” que defende para as autoestradas.

Na saúde deve ser adotada “a mesma filosofia das autoestradas”, em que os utentes pagam as respetivas portagens sem ser “em função daquilo que ganham”, afirmou.

Manuel Antunes reconhece que Portugal gasta menos em saúde, “per capita, que a média europeia”, e metade daquilo que despende, por exemplo, a Alemanha, em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), mas o PIB deste país é três vezes superior ao português, sublinhou.

Na conferência, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra, moderada por Pinto Balsemão, participam também o antigo ministro da saúde e eurodeputado Correia de Campos, o docente da Faculdade de Economia e diretor do Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, Pedro Ferreira, o ex-secretário de Estado da Segurança Social e professor do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) Fernando Ribeiro Mendes, e o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva.

 

Texto Agência Lusa

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