Arouca lidera processo internacional de criação da Rota do Volfrâmio na Europa

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Várias entidades com ligação a Arouca estão a trabalhar em conjunto para a criação da Rota do Volfrâmio na Europa, que, em fase de candidatura, envolve já 14 explorações mineiras em Portugal, Espanha e França.

José Artur Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca, reconhece que a esses polos mineiros já estão associados vários produtos turísticos individuais, desenvolvidos localmente, mas diz à Lusa que “ainda não há nenhuma rota patrimonial que tenha o efetivo reconhecimento do Instituto Europeu de Itinerários Culturais”.

Esse “carimbo oficial” tem a vantagem de “facilitar o acesso a fundos comunitários para projetos de investimento turístico” e é por ele que a autarquia vem colaborando com a Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado das Serras do Montemuro, Arada e Gralheira (ADRIMAG), e também com a Associação Geoparque de Arouca e com o Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo.

Carminda Gonçalves, a técnica da ADRIMAG que supervisiona o processo, explica que o objetivo é definir, a partir das antigas minas de Rio de Frades e Regoufe, ambas em Arouca, “um percurso internacional que faça a ligação entre todos os polos da indústria de exploração do volfrâmio”.

Essa atividade económica teve o seu período de maior produção durante a II Guerra Mundial, quando as respetivas explorações chegaram a empregar milhares de operários em cada um dos complexos integrados no roteiro, e as várias entidades envolvidas na candidatura querem agora “preservar o que ainda resta dessa memória e do seu património físico”.

Para José Artur Neves, Rio de Frades e Regoufe “já atraem muitos visitantes, sobretudo devido aos percursos pedestres da zona e às atividades de canyoning no rio”, mas importa agora “consolidar essa oferta e enriquecê-la” com uma ligação aos outros locais da Europa “onde milhares de homens tiveram em comum uma vida em condições muito duras, para satisfazerem as necessidades da indústria de armamento militar”.

Da candidatura liderada pela ADRIMAG consta também a intenção de criar um grupo de investigação que possa aprofundar o tema da exploração mineira nos três países que integram a rota. Rentabilizar recursos para efeitos turísticos e culturais é outra finalidade do projeto, que, numa fase posterior, deverá ser alargado a outros países onde também houve exploração do mineral igualmente conhecido por tungsténio.

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