Seia constrói centro de operações de socorro no aeródromo

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A Câmara de Seia está a investir 711 mil euros na construção de um Centro Municipal de Operações de Socorro (CMOS), no aeródromo municipal, para melhorar a operacionalidade dos agentes de proteção civil que utilizam aquela infraestrutura.

A construção do edifício, iniciada no final de 2012, integra a primeira fase do Plano de Desenvolvimento do Aeródromo de Seia, que pretende melhorar as condições dos meios de emergência e socorro instalados no concelho e permitir a sua utilização pela aviação civil.

Segundo uma nota da autarquia presidida por Carlos Filipe Camelo, o imóvel do CMOS, que também servirá de base de operações de meios de socorro e emergência, terá uma zona destinada aos elementos da proteção civil, com gabinetes de trabalho, uma sala de comunicações, uma sala de reuniões, salas para pilotos e copilotos, camaratas femininas e masculinas e uma área técnica, entre outras.

A zona de apoio à aviação civil e ao funcionamento do aeródromo terá, entre outras áreas, uma sala de passageiros, salas de direção e movimento de operações, um espaço para arrecadação de bagagens, um restaurante/bar e um espaço para instalação de bombeiros que garantem a segurança no aeródromo.

A autarquia de Seia assinala que a concentração de todos os meios da proteção civil e de primeira intervenção no mesmo local, no futuro edifício do CMOS, “permitirá dar uma resposta mais rápida, articulada, coordenada e eficaz a todas as situações de emergência no concelho”.

Esclarece que o espaço ficará dotado de uma central comum de comunicações e com um sistema integrado de gestão de meios, “o que permitirá otimizar a gestão da informação, promovendo a eficácia dos serviços, racionalização de custos de operações, comunicação por meios eletrónicos e maior facilidade e celeridade na tomada de decisões operacionais e estratégicas das operações de proteção civil e socorro”.

A Câmara aponta que as obras em curso, comparticipadas em 85% por fundos comunitários, também irão permitir concretizar a certificação do aeródromo e abri-lo à aviação civil, “nomeadamente para voos de carreira, turísticos ou empresariais”.

Refere que aquela infraestrutura é a única pista de aviação existente no distrito da Guarda, daí que, após a conclusão do investimento, o concelho de Seia fique dotado “de uma estrutura única na região centro capaz de fazer a diferença para eventuais investidores ou turistas”.

O aeródromo de Seia, localizado na zona de Pinhanços, está certificado para utilização pelos meios aéreos da proteção civil e envolvidos no combate aos incêndios florestais.

One Comment

  1. José Caeiro says:

    Este aeródromo oferece potencialidades em várias áreas distintas e perfeitamente atingíveis . Refiro a imensa área disponível circundante a Este, para infraestruturas de apoio aerónautico como hangares e equipamentos de abastecimento, imensa área de parqueamento e logística exterior , disponibilidade para estruturas que recebam escolas de vôo profissionais ou amadoras, uma paisagem fabulosa para receber eventos aerónauticos e feiras comerciais com carácter civil ou tal como sucede desde há muitos anos , militar, dada a presença da Serra e da oferta geográfica para certificações de vôos de montanha para helis ou saltos de altitude para páras. A proximidade geográfica com Espanha permite explorar esta relação de distância para aeronaves em stand-bye de apoio a operações de protecção civil para fogos florestais ou simplesmente em concurrência direta com o mercado disponobilizar espaço de sobra para estacionamento de aeronaves que apoiam estas acções. Sem contar com o incremento turístico que por arrasto aproxima as populações a estas actividades referidas e atrai um elevado e especial número de apaixonados pela aviação.

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